Dólar fecha estável, a R$ 5,75, com IPCA-15 e balanços no radar; bolsa sobe

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O dólar à vista fechou a sessão desta terça-feira (25) próximo da estabilidade, com investidores reagindo aos novos dados de inflação no Brasil e de olho em balanços financeiros. O mercado também esteve atento, durante a manhã, às falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e notícias sobre os planos tarifários do presidente dos EUA, Donald Trump.

A divisa encerrou em queda de 0,04%, a R$ 5,7525 na venda. Na segunda-feira (24), o dólar à vista fechou em alta de 0,42%, a R$ 5,75.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou em alta de 0,46%, a 125.979,50 pontos. De acordo com dados preliminares, o índice marcou 126.717,95 pontos na máxima e 125.382,4 pontos na mínima do dia.

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o mercado financeiro está mais “tenso” do que no passado. O chefe da pasta econômica participou na manhã desta terça-feira do CEO Conference Brasil 2025, organizado pelo BTG Pactual.

IPCA-15

A sessão desta terça-feira começou com os investidores analisando dados para o IPCA-15 de fevereiro.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 1,23% em fevereiro, após ter avançado 0,11% em janeiro, informou nesta terça-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O dado veio abaixo da expectativa de mercado, que esperava alta de 1,34%.

No entanto, a elevação é a maior registrada para o mês desde 2016, quando o indicador registrou variação de 1,42%.

Em 12 meses, o IPCA-15 registrou ganho de 4,96% em fevereiro, de alta de 4,5% no mês anterior. Economistas consultados pela Reuters esperavam altas de 1,33% e 5,08% nas bases mensal e anual, respectivamente.

Apesar do resultado abaixo do esperado, os números do IPCA-15 sustentam uma percepção do mercado sobre o descontrole dos preços no Brasil, com a inflação acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central – centro de 3% e margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Nesse cenário, que ainda conta com desconfiança por parte do mercado nos esforços do governo em controlar as contas públicas, a moeda norte-americana subia no Brasil, impulsionada por um movimento de fuga de risco.

Nos últimos dias, agentes do mercado ainda têm demonstrado um maior ceticismo com o governo, uma vez que temem que a queda de popularidade recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa significar um descolamento ainda maior do compromisso fiscal.

“A queda de popularidade do governo pode ser um propulsor de mais gastos relacionados a benefícios sociais. Essa é a leitura do mercado. E aí, naturalmente, vem mais receio em relação ao fiscal”, disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

O real operava na contramão do exterior, onde a divisa dos EUA perdia ante seus pares. O índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – caía 0,26%, a 106,470.

As atenções ainda se voltam nesta terça para comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participa do BTG Pactual CEO Conference 2025.

Cenário externo

O foco está em torno de novos comentários de Trump sobre seus planos tarifários.

Trump disse na segunda-feira (24) que as tarifas de 25% sobre as importações de Canadá e México estão “dentro do prazo e do cronograma”, apesar dos esforços dos países para reforçar a segurança nas fronteiras e interromper o fluxo de fentanil para os EUA antes do prazo final de 4 de março.

As declarações acenderam alertas nos mercados globais, uma vez que muitos esperavam que os dois principais parceiros comerciais dos EUA pudessem persuadir o governo Trump a adiar ainda mais as tarifas que serão aplicadas.

“As declarações de Trump abalam os ativos de risco. No entanto, ainda há um certo grau de ceticismo, com a possibilidade de que manter a pressão até o último dia seja uma das estratégias e que as tarifas ainda possam ser evitadas”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

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*Com informações da Reuters

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