Piscicultores da zona da mata de Minas Gerais garantem licença ambiental

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Oito piscicultores que atuam no Polo de Excelência em Piscicultura Ornamental da Zona da Mata mineira receberam, neste mês, a licença ambiental do Instituto Estadual de Florestas (IEF) para criar e comercializar peixes ornamentais.

O documento, entregue pelo Sebrae Minas aos piscicultores de Patrocínio do Muriaé, Vieiras, Miradouro e São Francisco do Glória, abre as portas para novos mercados e garante que o trabalho dos produtores esteja em dia com a legislação.

Com a regularização em mãos, os criadores podem focar no que realmente importa: o crescimento do negócio.

“Agora, eles podem produzir sem medo de fiscalizações inesperadas e ainda ampliam as possibilidades de comercialização”, celebra Francisco Heredia, analista do Sebrae Minas. 

Segundo ele, o próximo passo inclui consultorias especializadas em mercado e gestão financeira, além da participação em feiras e missões técnicas.

Do tanque ao topo do mercado

A entrega das licenças marca um novo capítulo para a piscicultura ornamental na região, mas não é fruto de um trabalho recente. 

Há cerca de dois anos, o Sebrae Minas acompanha o grupo, oferecendo suporte em gestão e estratégias de vendas. O processo não apenas legaliza a produção, mas também contribui para um mercado mais sólido e competitivo.

“Nosso intuito é expandir o trabalho para outros grupos de produtores, iniciando, assim, uma governança fortalecida na região”, afirma Heredia.

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O maior polo de piscicultura ornamental do Brasil

Não é à toa que a Zona da Mata mineira é reconhecida como a maior produtora de peixes ornamentais do país. O polo, que abrange 225 propriedades espalhadas por sete municípios, responde por impressionantes 70% da produção nacional

De acordo com um estudo realizado pelo IF Sudeste, o maior número de produtores do polo se concentra em Patrocínio do Muriaé (32%), seguido por Vieiras (22%) e São Francisco do Glória (18%). 

Em 2021, o polo movimentou quase oito milhões de peixes ornamentais e gerou uma receita bruta de mais de R$ 10 milhões — um alívio econômico para muitas famílias da região, já que 60% dos piscicultores têm nessa atividade sua principal fonte de renda.

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