O café voltou a subir novamente na bolsa de Nova York, enquanto não há melhora nos fundamentos de oferta do grão, especialmente no Brasil. Os lotes com entrega para maio avançaram 0,28% nesta quinta-feira (20/3), para US$ 3,9215 a libra-peso.
De acordo com a Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), maior comercializadora de café arábica do mundo, entre janeiro e fevereiro, as lavouras enfrentaram estiagem e altas temperaturas, o que deve afetar o rendimento da safra atual de café e da próxima.
“Ainda tem muita instabilidade climática. Não temos certeza do que vai acontecer”, afirmou Osvaldo Bachião Filho, vice-presidente da Cooxupé. Ele disse que as temperaturas em fevereiro ficaram mais altas que em novembro, ultrapassando 32°C. Acima dessa temperatura, segundo o executivo, o cafezal para de fazer fotossíntese. Ele acrescentou que os cafezais produziram menos folhas por conta do calor.
Além disso, as chuvas retornaram nos últimos dias, mas não em todas as regiões cafeeiras. “Alguns lugares estão com o volume de chuvas 60% abaixo da média histórica”, observou.
Paralelo aos problemas com a safra brasileira, o mercado acompanha o consumo mundial pelo grão, que ainda não deu sinais claros de arrefecimento, e pode, portanto, manter as cotações na bolsa em patamares elevados.
Cacau
O cacau reverteu a trajetória de alta na sessão e fechou com preços em queda na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para maio recuaram 0,62%, para US$ 8.071 a tonelada.
Antes do fechamento, no entanto, as cotações subiram mais de 2%, diante de dados ruins para o maior produtor mundial, a Costa do Marfim.
A moagem de cacau no país caiu 4,7% em fevereiro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado, para um volume de 52,4 mil toneladas, segundo dados divulgados pela associação de exportadores local.
No acumulado da temporada 2024/25, que teve início em outubro, a moagem somou pouco mais de 298 mil toneladas, recuo de 0,3% em relação ao mesmo período da temporada anterior.
Açúcar
Em dia de ajustes técnicos para o açúcar, o produto avançou em Nova York. Os papéis do demerara para maio fecharam em alta de 1,57%, a 20 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja
O preço do suco de laranja concentrado congelado (FCOJ, na sigla em inglês) voltou a subir em Nova York mesmo após uma alta de mais de 9% na véspera. Os contratos para maio avançaram 2,10%, para US$ 2,7255 a libra-peso.
Algodão
Nos negócios do algodão em Nova York, os lotes com vencimento em maio cederam 0,41%, a 66,08 centavos de dólar por libra-peso.