Metade da população adulta brasileira não empreendedora deseja abrir o próprio negócio em até três anos, o que corresponde a cerca de 47 milhões de indivíduos de 18 a 64 anos.
Os dados são da recente edição do Monitor Global de Empreendedorismo, levantamento realizado pelo Sebrae em parceria com a Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe).
O resultado coloca o Brasil como o segundo maior país do mundo com potenciais empreendedores, ficando atrás apenas da Índia, com 163 milhões de pessoas que desejam ser donas de seus negócios, mas que possui população seis vezes maior que a brasileira.
O estudo destacou que, pelo segundo ano consecutivo, a principal motivação dos potenciais empreendedores é “fazer a diferença no mundo”, seguido de “ganhar a vida porque os empregos são escassos” e “construir riqueza/renda muito alta”.
Além disso, o levantamento apontou ainda que “ter seu próprio negócio” ocupa a terceira posição entre os sonhos mais citados por 34% da população adulta entrevistada, superado somente por “comprar a casa própria” e “viajar pelo Brasil”.
“Empreender é um sonho do brasileiro e a pesquisa deixa isso claro. A lógica do trabalho vem mudando ao longo dos anos. Hoje, as pessoas preferem ter o próprio negócio e não ficarem submetidos ao processo tradicional do trabalho”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae.
“Para que este sonho ganhe terra firme é preciso que antes haja um leque de políticas-públicas, que permitam garantir sua sobrevivência.”
Décio acrescentou também que o ambiente favorável ao crescimento dos negócios depende, em grande parte, da atuação estatal e da implementação de políticas públicas eficazes.
“É a cooperação entre o Estado e o setor privado que gera o desenvolvimento econômico do país. E a combinação de políticas governamentais eficazes aliadas ao empreendedorismo impulsiona o crescimento econômico e negócios prósperos”, pontuou.