O quarto mês do ano iniciou e a bancada do agro no Congresso já fica em alerta por conta do Abril Vermelho, tradicional período em que as invasões à propriedades rurais organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se intensificam.
De acordo com parlamentares da oposição, este ano as ações do grupo já começaram antes, mais precisamente em 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, quando a Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra começou a pressionar o governo para acelerar o repasse de terras. Neste caso, as fazendas invadidas se concentraram nos estados do Ceará, Espírito Santo e Bahia.
Reação da FPA ao MST
Parlamentares integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e outras lideranças do agro brasileiro apresentaram nesta terça-feira (1) um documento que, na visão da bancada, mostra a fragilidade da relação entre a reforma agrária e o setor produtivo.
Segundo o presidente da entidade, deputado Pedro Lupion, a Frente produziu um diagnóstico sobre os fatores que ameaçam o direito à propriedade no Brasil.
“[O documento contempla denúncias de] decretos, divisão de atribuições de ministérios, transferência de responsabilidades, financiamento de movimentos. Nós conseguimos puxar o fio todo em um mês que já está anunciado pelo MST como Abril Vermelho com uma série de invasões que devem acontecer esse mês.”
De acordo com ele, o dossiê será apresentado aos líderes dos partidos políticos no Congresso e aos presidentes da Câmara e do Senado para demonstrar “o desmonte total da política de reforma agrária do país”.
Já o deputado federal do PL de Mato Grosso do Sul Rodolfo Nogueira ressaltou que foi proposta na Comissão de Agricultura da Câmara as convocações de ministros do governo, incluindo o da Justiça, no caso de ocorrência de invasões já durante esta primeira semana de abril.