Receitas previstas no Orçamento de 2025 estão fora da realidade, diz Salto

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O economista-chefe da Warren, Felipe Salto, apresentou uma análise crítica sobre o orçamento federal para 2025, aprovado recentemente pelo Congresso Nacional. Salto descreveu o documento como “uma peça de ficção” e “uma espécie de quimera”, argumentando que não há possibilidade real de alcançar o superávit proposto.

Segundo o economista, o governo incluiu no orçamento receitas incertas e não recorrentes para acomodar despesas desejadas pelas áreas políticas. “Isso não é um orçamento sério, é isso que precisa mudar estruturalmente”, afirmou Salto.

Projeção de déficit e contingenciamento

A Warren projeta um déficit de R$ 75,1 bilhões para 2025, contrastando com a meta de superávit do governo.

Salto explicou que, após a promulgação da lei orçamentária, o governo precisará controlar as despesas discricionárias por meio de contingenciamentos para tentar cumprir a meta fiscal.

O economista criticou a prática de incluir números irrealistas no orçamento e depois recorrer a contingenciamentos, destacando que isso prejudica a qualidade do gasto público e interrompe políticas e obras em andamento.

Investimentos x emendas

Salto também chamou atenção para o desequilíbrio entre investimentos e emendas parlamentares.

O economista alertou para a perda da capacidade de planejamento e execução de obras estruturais.

“Os investimentos relevantes mesmo, de obras, de infraestrutura, aquelas que têm multiplicador econômico elevado, vão tender a zero nos próximos anos”, advertiu Salto.

Perspectivas para 2025

Para o ano de 2025, Salto prevê uma desaceleração da receita, especialmente a receita administrada, mais ligada à atividade econômica.

Ele antecipa que o governo enfrentará uma frustração de receitas a cada bimestre, necessitando de bloqueios e contingenciamentos constantes para tentar atingir a meta fiscal.

Apesar do cenário desafiador, o economista ressalta que não se trata de um quadro de insolvência. O economista vê melhora no cenário fiscal e, a partir de 2027, não vai dar pra escapar de um programa de ajustes fiscais “ganhe quem ganhar”.

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