Conhecendo o artesão: redes cuiabanas preservam saberes ancestrais no Sesc Arsenal

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O Sesc Arsenal recebe, no sábado, dia 5, das 7h30 às 10h30, a Associação das Redeiras de Limpo Grande, de Várzea Grande, pelo projeto “Conhecendo o Artesão”. A iniciativa busca aproximar artesãos da comunidade local, valorizando a produção manual e difundindo a riqueza cultural de Mato Grosso.

Os visitantes da unidade poderão conhecer de perto a cultura mato-grossense enquanto aproveitam o variado cardápio do “Café no Jardim”, que oferece opções acessíveis.

A Associação das Redeiras de Limpo Grande preserva uma tradição ancestral de confecção de redes, feitas com fios de algodão e caracterizadas por cores vibrantes e desenhos inspirados na fauna e flora locais. A técnica é transmitida de geração em geração, é uma herança dos povos originários mato-grossenses.

A presidente da Tece Arte – Associação das Redeiras de Limpo Grande, Jilaine Maria da Silva Brito, ressalta a importância da parceria com o Sesc-MT na valorização do ofício. “O Sesc ajuda a manter essa arte viva. Nosso desafio é garantir que as novas gerações se interessem por essa tradição”, afirma.

Tecer fio a fio

As redeiras de Limpo Grande possuem um método próprio de tecelagem, o que torna cada peça única. O processo de confecção de uma rede pode levar de dois a três meses.

A produção começa com a escolha do desenho e da temática, sendo o Pantanal uma das principais inspirações. Em seguida, as artesãs preparam os fios no liço, garantindo uniformidade no tamanho, e depois passam pelo tear vertical para a criação do urdume, estrutura base da tecelagem. Somente então começa o minucioso trabalho de entrelaçamento dos fios, resultando em redes que expressam a identidade cultural de Mato Grosso.

MATO GROSSO – CenárioMT

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