A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) realizam, nesta quarta-feira (2), uma operação contra uma quadrilha ligada ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.
O grupo é apontado como responsável pela execução do advogado Rodrigo Crespo, morto a tiros no Centro do Rio, no ano passado.
Agentes já cumpriram oito mandados de busca e apreensão em diferentes endereços de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação foi autorizada pelo III Tribunal do Júri da Capital. Adilsinho, mencionado como líder do grupo, segue foragido.
Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria Geral da Corporação também acompanha a ação.
As investigações revelam que a quadrilha não apenas estaria envolvida na morte de Rodrigo Crespo, mas também em uma série de execuções no Rio de Janeiro. Entre as vítimas estão o miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, e o policial penal Bruno Killier, conhecido por atuar no comércio ilegal de cigarros.
Crespo foi morto em 26 fevereiro de 2024, próximo à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Centro do Rio. Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado pela necessidade de garantir a continuidade das atividades ilícitas do grupo.
Denúncia e prisão dos suspeitos
No dia 26 de abril, o GAECO denunciou três homens pelo homicídio qualificado de Crespo, incluindo um policial militar. De acordo com a denúncia, os suspeitos monitoraram a vítima e estiveram juntos antes e depois do assassinato.
Os três acusados já estão presos preventivamente e serão levados a júri popular.