A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) deflagram, nesta quarta-feira (02), uma operação contra suspeitos pela execução do advogado Rodrigo Marinho Crespo, morto a tiros em 26 de fevereiro do ano passado no centro do Rio.
Os agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão contra sete investigados, incluindo três policiais militares suspeitos de atuarem como matadores de aluguel. O grupo seria comandado pelo ex-PM Rafael do Nascimento Dutra, o “Sem Alma”, foragido com cinco mandados de prisão em aberto e ligado à máfia do cigarro.
Até a última atualização, oito mandados de busca e apreensão e de intimação tinham sido cumpridos.
De acordo com os investigadores do GAECO, os endereços estão ligados a pessoas que possivelmente integram grupo criminoso vinculado ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho – foragido da Justiça.
Os mandados foram expedidos pelo Juízo do III Tribunal do Júri da Capital. As equipes realizaram as buscas em diversos endereços em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo as investigações, o grupo criminoso é suspeito de envolvimento em diversas execuções recentes no Rio de Janeiro, como o do miliciano Marco Antonio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri; do policial penal envolvido no comércio de cigarros, Bruno Killier; além do homicídio de Rodrigo Crespo.
Três suspeitos já estão presos e irão a júri popular, determinada no início deste ano: o PM Leandro Machado da Silva, que teria fornecido os carros usados no crime; Cezar Daniel Mondego de Souza, ex-comissionado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), responsável por vigiar a vítima; e Eduardo Sobreira Moraes, que dirigia o carro durante o monitoramento.
Eles foram denunciados pelo MPRJ em abril deste ano. A ação penal aponta que os denunciados participaram do monitoramento da vítima e estiveram juntos antes e depois do crime. Os promotores de Justiça também ressaltaram que o crime foi cometido para assegurar a execução e vantagem de outros crimes praticados pelo grupo criminoso.
Entenda qual a ligação entre investigados por morte de advogado no Centro do Rio
Além deles, Ryan Patrick Barboza, o “Motinha”, identificado como cúmplice na perseguição, já estava preso por outro homicídio ligado ao jogo do bicho.
Crespo foi executado a tiros em frente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), quando saía para lanchar. Um carro branco parou e um homem encapuzado desceu chamando o advogado pelo nome. Na sequência, os disparos à queima-roupa foram efetuados.
A polícia segue investigando o caso.