Tarifaço de Trump foi pior do que imaginávamos, diz Eurasia

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De acordo com avaliação do diretor-executivo para as Américas do grupo Eurasia, Christopher Garman, a guinada protecionista dos Estados Unidos representa um desafio significativo para o sistema de comércio internacional, podendo levar a retaliações de outros países e a uma possível reconfiguração das relações comerciais globais.

Em entrevista ao jornal WW desta quarta-feira (2), Garman disse que a situação exige atenção dos demais atores econômicos mundiais, que podem precisar se adaptar a um novo cenário de comércio internacional menos aberto e mais restritivo.

Para Garman, as medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos estão causando um impacto significativo no cenário do comércio internacional, levando o país a níveis de protecionismo não vistos em mais de um século. “O que vimos hoje foi bem pior do que estávamos imaginando”, afirmou.

Segundo o diretor da Eurasia, as novas tarifas elevaram a média de impostos sobre produtos importados pelos EUA de 4,5% para “surpreendentes 25%”. Segundo Garman, este patamar de proteção econômica não era observado desde 1910, superando até mesmo os níveis registrados durante a Grande Depressão na década de 1930.

Impacto nas relações comerciais globais

Garman ressalta que essa mudança drástica na política comercial americana está abalando profundamente a ordem do comércio global.

“O grau de confiança foi quebrado para um nível que dificilmente temos volta”, daclarou Garman, indicando que as consequências dessas ações podem ser duradouras e de difícil reversão.

Embora haja expectativas de futuras negociações e possíveis ajustes nas tarifas para alguns países, Garman prevê que o nível geral de proteção econômica dos Estados Unidos permanecerá significativamente mais alto do que o anteriormente previsto, mesmo considerando as projeções mais pessimistas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

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