O arquiteto Jefferson Dias Aguiar, de 38 anos, foi morto com três disparos efetuados por criminosos na zona oeste de São Paulo, na tarde da última terça-feira (1). Segundo o tio da vítima, Jucier de Aguiar, o pai de Jefferson também havia sido assassinado da mesma forma quando ele tinha sete anos.
Jucier contou à CNN que o homem queria ter filhos, e já fazia alguns planos para a vida. Após a morte de seu pai, o arquiteto, ao ficar mais velho, se tornou o homem da casa, chegando a trabalhar quando era menor para auxiliar a mãe e as irmãs.
“Era impressionante. Ele pegava a bicicleta, vendia pão, vendia geladinho, auxiliava a família em casa. Era um negócio impressionante. É chocante. Um ser humano desses sair e morrer assim”, disse o tio em entrevista.
Segundo o parente, Jefferson levava uma vida corrida. Além disso, a vítima foi descrita como alguém que não tolerava injustiças e, por isso, reagiu ao assalto para ajudar a mulher que estava sendo roubada.
“Era indignação. Exatamente. Isso era muito dele. Ele não gostava de injustiça. Achava isso tudo muito injusto. E, infelizmente, pagou com a vida por fazer isso”, finalizou Jucier.
Relembre o caso
O arquiteto estava na Rua Desembargador Armando Fairbanks quando testemunhou uma mulher sendo assaltada. Ele então jogou seu carro contra a moto, derrubando um dos assaltantes. Nesse momento, foi atingido por disparos de arma de fogo. Apesar de ter sido socorrido e encaminhado ao Hospital Universitário em estado gravíssimo, não resistiu aos ferimentos e morreu.
O autor dos disparos fugiu a pé após o crime, abandonando a motocicleta, que posteriormente foi constatada como furtada. A polícia informou que os criminosos deram fuga sentido zona sul pela Marginal Pinheiros.
Um vídeo que mostra o momento em que o arquiteto atropela um dos ladrões está sendo analisado pelas autoridades. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que diligências estão sendo realizadas para esclarecer todas as circunstâncias.
A Polícia Civil de São Paulo identificou os dois suspeitos envolvidos no crime. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), as equipes agora realizam diligências para localizar e prender os suspeitos.
*Sob supervisão