Tarifas e retaliação definirão mercado da carne suína, diz analista

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O analista de Safras & Mercado, Allan Maia, avalia que os impactos das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos no mercado mundial de carne suína estarão subordinados às retaliações que vierem a ser impostas pelos outros países.

“O principal player mundial é a China. Temos de avaliar se estes países irão colocar novas tarifas sobre os produtos suínos norte-americanos”, comentou Maia.

O analista destaca que os Estados Unidos exportam cerca de 20 mil toneladas mensais de carne suína à China, volume que em parte poderia ser absorvido pelo Brasil. “É preciso lembrar que Brasil e Estados Unidos são concorrentes nas exportações mundiais de carne suína”, avalia.

Falando diretamente sobre a tarifa imposta de 10% ao Brasil, que antes não existia, Maia
ressalta que seu efeito seria bastante limitado, uma vez que o nosso país exporta pouca carne suína ao mercado estadunidense.

Em termos globais, Maia acredita que é preciso aguardar como a União Europeia, Canadá e México irão reagir frente às novas tarifas e se irão estabelecer algum tipo de retaliação.
“O mesmo vale para o Japão, que é um mercado consumidor bastante importante e que poderia direcionar compras ao Brasil após as tarifas impostas por Trump”, pontua

Canal Rural

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