O mercado financeiro global enfrenta mais um dia de agitação nesta sexta-feira (4), com a expectativa do Payroll, relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, e declarações de membros do Federal Reserve (Fed), incluindo seu presidente, Jerome Powell.
A semana foi marcada por turbulências após o anúncio de novas tarifas por Donald Trump, que causou forte impacto nos mercados internacionais. Os investidores agora buscam sinais que possam guiar as apostas sobre possíveis cortes nas taxas de juros americanas.
Expectativas para o Payroll
O relatório de emprego, previsto para as 9h30 (horário de Brasília), deve mostrar a criação de 137 mil vagas em março, uma desaceleração em relação às 151 mil de fevereiro. A taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,1%, assim como o ganho médio por hora, em 0,3%.
As declarações de Jerome Powell, agendadas para 12h25, são aguardadas com grande expectativa.
É provável que o presidente do Fed adote um tom mais cauteloso em comparação com sua última entrevista, quando defendeu que a inflação causada pelas políticas comerciais de Trump teria caráter transitório.
Impacto das tarifas de Trump
O anúncio de novas tarifas por Trump causou forte reação nos mercados.
As bolsas americanas registraram perdas equivalentes a US$ 2,5 trilhões em um único dia. O índice VIX, conhecido como “índice do medo”, disparou 39,5%, atingindo 30,02 pontos, nível associado a cenários de grande incerteza.
Curiosamente, o Ibovespa mostrou resiliência, com queda marginal de 0,04%, fechando em 131.140 pontos. Analistas atribuem esse desempenho ao fato de o Brasil ter recebido uma tarifa recíproca menor (10%) em comparação a outros parceiros comerciais importantes dos Estados Unidos.
Agenda econômica do dia
Além dos eventos nos EUA, o mercado brasileiro acompanha a divulgação da balança comercial de março, prevista para as 15h. Analistas estimam um superávit de US$ 7,2 bilhões.
No cenário internacional, destaca-se o encontro entre representantes da União Europeia e do Japão, às 9h45, para discutir o fortalecimento de relações bilaterais em segurança e defesa, além de desafios globais como a guerra na Ucrânia, a situação no Oriente Médio e a guerra tarifária iniciada por Trump.