EUA revertem déficit e têm superávit de US$ 653 mi com Brasil no 1º tri

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Em meio à guerra tarifária deflagrada pelo presidente Donald Trump, os Estados Unidos reverteram o déficit comercial com o Brasil e passaram a registrar superávit de US$ 653,1 milhões no primeiro trimestre de 2025.

No mesmo período do ano passado, o Brasil teve um superávit de US$ 750,9 milhões.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), divulgados nesta sexta-feira (4).

Entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou US$ 9,65 bilhões aos Estados Unidos, valor 0,84% menor do que no mesmo período de 2024, quando os envios somaram US$ 9,7 bilhões.

No sentido inverso, as importações de produtos norte-americanos somaram US$ 10,31 bilhões, um aumento de 14,7% em relação ao ano anterior, quando os produtos que entraram em solo brasileiro foram de US$ 8,987, com superávit para o Brasil de US$ 750 milhões.

Apesar dos EUA terem um superávit de US$ 25 bilhões com o Brasil, a relação esteve deficitária no ano passado apenas no terceiro trimestre. Quando compara anualmente, o país norte-americano mais vende que exporta para a nação tupiniquim.

Os EUA foram o segundo principal destino das exportações brasileiras no trimestre, com participação de 12,49% no total vendido pelo país. Ao mesmo tempo, representaram 15,31% das importações.

Os números do Mdic também mostram que, em março, houve uma queda nas vendas de óleos de petróleo (-90%), de instalações de equipamentos de engenharia (-21,7%), e de aeronaves e outros equipamentos (-62%), para os EUA.

Na quarta-feira (3), Trump anunciou uma tarifa de 10% sobre todos os produtos brasileiros e tarifas mais elevadas para outras nações específicas, como a China.

Ainda sem impactos na conta

Em coletiva de imprensa para detalhar os resultados de março da balança comercial, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que ainda não foi possível ver o impacto da tarifa de 25% das novas taxas do governo americano sobre o aço e o alumínio brasileiros em março.

As novas tarifas passaram a valer em 12 de março mas, segundo Brandão, pode ter havido um “embarque antecipado” que não mostrou um impacto negativo. Pelo contrário, esses insumos registraram aumento de 23,9%, em relação ao mesmo mês do ano passado, nos envios para o país norte-americano.

“Os dados de aço e alumínio estão sujeitos ao que chamamos de embarque antecipado, ou seja, as empresas embarcam os bens e depois declaram. Então tem um certo tempo entre a gente registrar na estatística, que é o que a empresa declarou, e o que foi embarcado”, disse, acrescentando que ainda não foi possível sentir o efeito da nova política.

O técnico ainda informou que “talvez o próprio setor possa responder” sobre o impacto das medidas e que o Mdic não pode afirmar que é causa-efeito.

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