Filhote de onça-pintada resgatado em cativeiro será reabilitado em santuário de felinos

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Após muito tempo de agonia, Goliás, uma onça-pintada com aproximadamente 9 meses de idade, que foi resgatado em Santo Antônio do Içá (AM) sendo mantido na casa de uma família, acaba de ganhar um novo lar: um santuário da espécie situado em Corumbá de Goiás (GO). Administrado pelo Instituto NEX No Extinction, o local abriga 27 felinos resgatados, entre onças, suçuaranas e jaguatiricas.

O animal, da espécie Panthera onca, passou pouco mais de dois meses de estada na Rede Cetas, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e chegou ao NEX nesta última semana em ótimas condições de saúde e desenvolvimento.

Durante o período de acolhimento e reabilitação nas unidades Cetas de Manaus (AM) e Brasília (DF), ele pôde recuperar comportamentos e habilidades naturais da espécie, por meio de atividades estimuladoras disponibilizadas em um espaço com estrutura adequada.

A reabilitação da onça-pintada continua

De acordo com o chefe do Cetas-DF, Júlio César Montanha, o Instituto NEX foi escolhido pelo Ibama, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em virtude da ampla experiência com grandes felinos e os bons resultados adquiridos ao longo de 24 anos de atuação.

“Agora, ele passará a receber um tratamento mais completo, aumentando as chances de um dia voltar à natureza do que teria antes, quando estava sendo tratado como um animal doméstico”, explica Júlio. “É gratificante ver uma onça como essa readquirindo seus instintos naturais e entendendo para que veio ao mundo”, afirma Daniela Gianni, responsável pelo Instituto NEX.

O novo lar da onça-pintada

Filhote de onca-pintada resgatado vai para santuário de felinosFilhote de onca-pintada resgatado vai para santuário de felinos
Filhote de onca-pintada resgatado vai para santuário de felinosFoto: Luan Marcel/Ascom-Ibama

Desde que tiveram conhecimento do fato, o Ibama e instituições parceiras adotaram as medidas técnicas e administrativas necessárias para viabilizar a retirada do animal do local, visando à sua segurança e a da população.

De Santo Antônio do Içá (AM), a onça foi levada até o município de Tefé (AM), por transporte fluvial, e posteriormente de avião até Manaus. Na capital amazonense, o filhote foi abrigado no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), sendo avaliado e acompanhado por equipe multidisciplinar de profissionais, tendo passado por exames clínicos e laboratoriais e adequação da dieta.

Semanas depois, seguiu em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para Brasília (DF), onde foi abrigado no Cetas-DF. Lá, Golias passou a ser supervisionado por equipe especializada, por meio de sistema de câmeras instaladas no recinto de aclimatação, 24 horas por dia.

Animal silvestre não é pet

O chefe do Cetas-DF, Júlio Montanha, alerta que animal silvestre de qualquer espécie não pode ser tratado como pet. “Infelizmente, há uma cultura no Brasil, de capturar os animais na natureza para domesticação, que precisa ser modificada drasticamente. Os animais silvestres devem ser respeitados em seu habitat, onde eles têm tudo o que precisam para viver bem e com saúde”, destaca.

O Ibama orienta que, sempre que um animal silvestre for encontrado em situação vulnerável, seja entregue, o quanto antes, às autoridades ambientais, para que ele possa ser acolhido, verificadas suas condições de saúde e, se possível, logo solto na natureza. Se necessário, ele passará por processo de reabilitação para o retorno posterior ao habitat.

Canal Rural

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