Estão disponíveis as agromensais de março/25 – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

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Cepea, 8/04/2025 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje as agromensais de março de 2025.

Confira aqui!

Abaixo, alguns trechos das análises mensais:

AÇÚCAR: Os preços do açúcar branco apresentaram oscilações expressivas em março, final da entressafra 2024/25 no mercado spot paulista. A escassez do Icumsa 150 elevou as cotações, com usinas cobrando mais e compradores aceitando pagar valores superiores. Já o Icumsa 180, mais disponível, teve preços menores. Essa diferença de oferta entre os tipos de açúcar impactou diretamente as variações diárias das cotações. 

 

ALGODÃO: Os valores do algodão em pluma registraram pequenos avanços ao longo de março, levando a média mensal ao maior patamar nominal em dois anos. A sustentação veio da posição firme de vendedores nesta entressafra. Esses agentes estiveram atentos à valorização nos contratos da Bolsa de Nova York (ICE Futures) e à alta do Índice Cotlook A (referente à pluma posta no Extremo Oriente).

 

ARROZ: O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul enfrentou o mês de março sob intensa pressão de baixa, acentuada pelo avanço da colheita e pela expectativa de maior oferta ao longo da temporada. A liquidez permaneceu reduzida, com compradores retraídos, esperando novas quedas nas cotações. Ao mesmo tempo, a necessidade de capital por parte dos produtores, para custear as atividades de campo, seguiu forçando alguns a aceitarem preços inferiores ou condições menos favoráveis. 

 

BOI: Os preços dos animais para abate se mantiveram estáveis na maior parte de março. No início do mês, as cotações registraram as mínimas do ano e seguiram com variações bem pequenas até os últimos dias de março, quando, então, reagiram. 

 

CAFÉ:  Depois de registrarem consecutivas altas por praticamente quatro meses e renovarem os recordes reais, os preços dos cafés arábica e robusta encerraram o mês de março enfraquecidos no Brasil. 

 

ETANOL: Mesmo com o recuo das cotações dos etanóis hidratado e anidro em março, último mês da entressafra, no acumulado do ciclo 2024/25, os valores médios dos etanóis em São Paulo ainda fecharam acima dos da temporada anterior.

 

FEIJÃO: Os preços do feijão carioca de alta qualidade subiram ao longo de março. Produtores estiveram firmes nos valores pedidos, apostando em novas valorizações, fundamentados na escassez de grãos de melhor qualidade. Já no caso do feijão preto, as cotações recuaram no mês, pressionados pela elevada oferta da primeira safra e pela proximidade da colheita da segunda.

 

FRANGO: Os preços da carne de frango registraram variações distintas dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea em março. Em algumas praças, o movimento de alta nos valores se manteve firme, influenciado pelo bom desempenho das exportações de carne ao longo do mês. Já em outras regiões, especialmente na Grande São Paulo, a demanda doméstica mais fraca resultou em leves quedas e/ou em estabilidade nas cotações.

 

MILHO: Os preços internos do milho iniciaram março com fortes altas, refletindo a demanda aquecida combinada à baixa disponibilidade, aos maiores valores pedidos por vendedores e dificuldades logísticas – a prioridade naquele momento era a entrega de soja.

 

OVINOS: As cotações do cordeiro vivo recuaram em muitos estados acompanhados pelo Cepea em março, devido à demanda desaquecida. A exceção foi São Paulo, onde a escassez de animais vivos para comercialização elevou os preços. Vale ressaltar que, neste ano, a procura internacional foi influenciada, também, pelas tarifas recém divulgadas pelo governo norte-americano.

 

SOJA: As negociações de soja estiveram mais intensas em março, refletindo o aumento da demanda externa e a maior oferta no mercado spot nacional. Neste período, o consumo global tende a se voltar para o Brasil, diante da disponibilidade elevada no País.

 

TRIGO: Os preços do trigo estão em movimento de alta desde o começo deste ano. No Paraná e no Rio Grande do Sul, as atuais médias mensais são as maiores, em termos nominais, desde agosto/24. O suporte vem da disponibilidade limitada do cereal no mercado doméstico neste período de entressafra, de vendedores ainda retraídos e compradores buscando lotes de qualidade superior.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações: cepea@usp.br e (19) 3429 8836.

Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA-Esalq/USP

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