Mato Grosso quebra recorde de renda e transforma riqueza em força política e social

Publicidade

 

Em 2024, Mato Grosso não apenas quebrou recordes de renda, mas consolidou-se como um dos epicentros da transformação econômica brasileira. A força dos números impressiona: o rendimento médio domiciliar per capita no estado saltou para R$ 2.235, segundo dados recém-divulgados pelo IBGE, um crescimento de 26,5% em relação a 2022. Mas o que há por trás desse avanço? Mais do que cifras, o que se vê é a consolidação de um novo protagonismo — econômico, político e social — que reverbera muito além das lavouras de soja ou do cerrado.

 

O estado que há poucos anos ocupava posição secundária na geopolítica nacional hoje aparece entre os primeiros colocados em diversas métricas de desenvolvimento humano e econômico. No Brasil, a renda média per capita chegou a R$ 2.020, mas Mato Grosso já ultrapassou essa linha há tempo, distanciando-se com folga do passado agrário e desigual que ainda caracteriza outras regiões do país.

 

O poder da interiorização: pequenas cidades, grandes índices

 

Diferente de outros estados cuja riqueza se concentra em capitais ou grandes polos industriais, Mato Grosso evidencia outra lógica: a interiorização do desenvolvimento. A pujança econômica se distribui entre municípios como Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Sorriso e Nova Mutum, todos no topo do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). Lucas, por exemplo, ostenta um índice de 0,8160, colocando-se entre os mais desenvolvidos do país.

 

Esse fenômeno não é apenas estatístico. A dinâmica de cidades médias que investem em infraestrutura, educação, tecnologia e sustentabilidade cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento local. “Aqui se produz, mas também se vive bem”, repete-se como mantra em Lucas do Rio Verde, onde o agronegócio de precisão convive com políticas públicas inovadoras.

 

De coadjuvante a protagonista: a nova cara de Mato Grosso

 

Ao conquistar o terceiro lugar no ranking nacional do IFDM, superando estados historicamente mais industrializados, Mato Grosso se redesenha. Deixou de ser mero exportador de commodities para se tornar exemplo de gestão pública eficiente, com 91,3% da população vivendo em cidades de desenvolvimento alto ou moderado, superando em muito a média brasileira, de 73,3%.

 

Cuiabá é um caso simbólico dessa mudança. A capital mato-grossense deixou para trás o estigma de cidade periférica e, em uma década, saltou da 10ª para a 7ª posição entre as capitais mais desenvolvidas do país, impulsionada por um crescimento de 14,1% no índice geral de desenvolvimento.

 

Renda em alta: reflexo de um modelo que desafia o Sudeste

 

Num Brasil ainda marcado por desigualdades regionais, o feito de Mato Grosso chama a atenção. A renda per capita local superou não apenas a média nacional, mas também deixou para trás muitos estados do Sudeste e do Sul. No Centro-Oeste, só fica atrás do Distrito Federal, território que, a rigor, não representa um estado convencional, mas sim a capital política do país.

 

Enquanto São Paulo e Santa Catarina seguem liderando o ranking absoluto de renda, com R$ 2.588 e R$ 2.544, respectivamente, Mato Grosso encosta na elite, e faz isso apostando em um modelo próprio: menos indústria pesada, mais agro, serviços e logística. O campo se sofisticou, o comércio se expandiu, a educação profissional avançou.

 

Um modelo sob tensão: riqueza e sustentabilidade

 

Mas o avanço meteórico também levanta questões: até que ponto esse modelo é sustentável? O próprio IBGE aponta que o crescimento da renda foi nacional, mas Mato Grosso liderou um pelotão que corre em velocidade maior, impulsionado por ciclos de commodities, como a soja e o milho, mas também vulnerável a choques climáticos e pressões ambientais.

 

A presença maciça de municípios no topo do desenvolvimento nacional cria um cenário inédito: o de um estado cuja influência econômica começa a se traduzir em força política. Não à toa, nos últimos anos, lideranças mato-grossenses ganharam protagonismo em pautas como reforma tributária, política ambiental e infraestrutura logística.

 

A disputa do futuro: crescer ou se reinventar?

 

Mato Grosso chega a 2024 mais rico, mais desenvolvido e mais influente do que nunca, mas, também, diante de uma encruzilhada: manter-se na dependência do agronegócio ou avançar para um modelo econômico mais diversificado, capaz de resistir a crises e agregar mais valor à produção local.

 

A renda recorde é um marco — histórico e simbólico —, mas talvez o verdadeiro desafio seja transformar esse recorde em permanência: consolidar um padrão de bem-estar que chegue a todas as classes sociais, a todos os cantos do estado, com respeito ao meio ambiente e às comunidades tradicionais.

 

Enquanto isso, os números falam por si: Mato Grosso deixou de ser promessa para se tornar, definitivamente, potência.

 

O post Mato Grosso quebra recorde de renda e transforma riqueza em força política e social apareceu primeiro em MOMENTO MT.

MOMENTO MT

Compartilhe essa Notícia:

publicidade

publicidade