Mato Grosso lidera valor médio do Bolsa Família no país: benefício é 43% maior que a média nacional, aponta IBGE

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Mato Grosso é o estado brasileiro com o maior valor médio do Bolsa Família por domicílio, segundo novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgados na última sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O benefício médio no estado é de R$ 968, cifra aproximadamente 43% superior à média nacional, que ficou em R$ 678.

 

O dado reforça a importância do programa de transferência de renda para famílias mato-grossenses, sobretudo em regiões marcadas por desigualdades socioeconômicas, populações rurais e indígenas, além de áreas de difícil acesso, onde o Bolsa Família se configura como um dos principais instrumentos de proteção social.

 

De acordo com o IBGE, a composição do valor médio mais elevado em Mato Grosso é influenciada por diversos fatores, entre eles a maior presença de famílias numerosas e o expressivo percentual de beneficiários residentes em comunidades tradicionais, especialmente indígenas e quilombolas. Nestes casos, o valor transferido pode ser acrescido de benefícios variáveis, como o adicional por criança ou adolescente, gestantes e nutrizes.

 

Outro elemento que contribui para esse resultado é a estrutura fundiária do estado. Com vastas áreas de assentamentos rurais e comunidades distantes dos grandes centros, muitas famílias mato-grossenses enfrentam vulnerabilidades que ampliam o perfil de elegibilidade ao programa e, consequentemente, elevam o valor total recebido por domicílio.

 

No cenário nacional, o programa Bolsa Família, recriado e reformulado pelo governo federal nos últimos anos, atende atualmente cerca de 20 milhões de famílias. Em Mato Grosso, segundo dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), são aproximadamente 330 mil famílias contempladas, o que representa um percentual expressivo da população do estado, estimada em pouco mais de 3,5 milhões de habitantes.

 

Especialistas ouvidos pelo IBGE destacam que o dado evidencia a relevância do Bolsa Família como política pública em estados como Mato Grosso, onde a desigualdade social se manifesta de maneira acentuada, mesmo em meio ao avanço econômico impulsionado pelo agronegócio. “Esse contraste é típico de regiões em que setores produtivos são extremamente competitivos no mercado global, mas a riqueza gerada não se converte, automaticamente, em melhoria das condições de vida da população mais vulnerável”, aponta nota técnica do IBGE.

 

Além do valor médio mais elevado, o estado também se destaca pela regularidade na concessão dos benefícios, com altos índices de cobertura e baixo percentual de exclusões indevidas, segundo avaliação do Ministério do Desenvolvimento Social.

 

O levantamento da PNAD reforça, ainda, a necessidade de políticas públicas complementares ao Bolsa Família, especialmente em estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso, onde questões como o acesso a serviços públicos, educação de qualidade, saúde e infraestrutura básica ainda configuram desafios estruturais.

 

A divulgação dos dados ocorre em um momento em que o governo federal anuncia ajustes no programa, com novas estratégias para fortalecer a busca ativa e ampliar o alcance aos grupos mais vulneráveis. As informações da PNAD deverão subsidiar o planejamento dessas ações, ao indicar com maior precisão os perfis regionais dos beneficiários.

 

Por fim, o IBGE reiterou que os dados da PNAD refletem uma fotografia importante das condições sociais do país, sendo um instrumento fundamental para a formulação e avaliação de políticas públicas. A íntegra da pesquisa está disponível no portal do Instituto.

 

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