Dezenas de balsas são destruídas durante operação contra garimpo ilegal em terra indígena no norte de MT

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Uma operação conjunta entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) resultou na destruição de 23 embarcações usadas no garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Kayabi, em Apiacás, a 1.005 km de Cuiabá, no norte de Mato Grosso. A ação foi realizada entre os dias 11 e 14 de junho, ao longo do rio Teles Pires, área frequentemente alvo de atividades criminosas de extração de ouro e outros minérios.

 

Segundo o chefe da fiscalização do Ibama no estado, Edilson Fagundes, as equipes identificaram cerca de 50 embarcações durante a operação, mas conseguiram inutilizar menos da metade delas. Entre as estruturas destruídas estavam balsas, dragas escariantes e barracões de apoio logístico ao garimpo.

 

“As embarcações chamadas dragas escariantes são projetadas justamente para dificultar a nossa atuação. Quando percebem a aproximação da fiscalização, os garimpeiros afundam parcialmente os equipamentos, tornando a inutilização mais difícil e demorada”, explicou Fagundes.

 

As ações de campo ocorreram em pontos estratégicos ao longo do rio, uma das principais rotas de acesso para o garimpo dentro da terra indígena. A logística da operação envolveu deslocamento fluvial e uso de informações de inteligência para localizar os acampamentos ilegais.

 

Além do impacto direto na destruição de equipamentos, a operação também teve como objetivo desmobilizar a estrutura de suporte dos garimpeiros, incluindo depósitos de combustível, alojamentos e cozinhas montadas em áreas de difícil acesso. Não houve registro de confronto direto com os ocupantes das balsas, que, segundo o Ibama, costumam abandonar os equipamentos ao perceberem a chegada das equipes.

 

A Terra Indígena Kayabi é reconhecida como um dos territórios mais ameaçados por atividades ilegais de mineração na região norte de Mato Grosso. O avanço do garimpo tem gerado impactos socioambientais significativos, incluindo contaminação de rios por mercúrio, desmatamento e ameaça à segurança das comunidades indígenas que vivem na área.

 

O Ibama informou que novas operações estão previstas para os próximos meses, como parte de um esforço coordenado para conter a expansão da mineração ilegal em terras indígenas no estado. As ações seguem diretrizes da Operação Guardiões do Bioma, que integra órgãos federais e estaduais no combate a crimes ambientais na Amazônia Legal.

 

 

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