Estão disponíveis as agromensais de junho/25 – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

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Cepea, 7/07/2025 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje as agromensais de junho de 2025.

Confira aqui!

Abaixo, alguns trechos das análises mensais:

AÇÚCAR: Os preços do açúcar cristal caíram com certa força no mercado spot do estado de São Paulo em junho. Mesmo com a oferta restrita do cristal de melhor qualidade (o tipo Icumsa 150) e com as chuvas no início de junho dificultando a produção, os preços da saca foram pressionados no mercado doméstico pela desvalorização externa e pela baixa demanda para pronta-entrega. É importante ressaltar também que, apesar das contínuas quedas domésticas, os valores pagos pelo açúcar no spot paulista seguiram mais vantajosos que as cotações externas.

 

ALGODÃO: Em junho, os valores do algodão em pluma recuaram com certa força, pressionados pelas desvalorizações externa e do dólar observadas na maior parte do mês. Com a colheita – possivelmente recorde – da safra 2024/25 começando a ganhar ritmo no Brasil, vendedores se mostraram mais dispostos a liquidar os lotes remanescentes de algodão da temporada 2023/24. Compradores, atentos a esse cenário, ofertaram valores menores nas aquisições de novos lotes.

 

ARROZ: O mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul registrou uma persistente “queda de braço” entre compradores e vendedores em junho. Produtores seguiram descontentes com os preços e limitaram o volume comercializado. Ao mesmo tempo, as indústrias continuaram com dificuldades para reajustar as cotações, uma vez que a venda do arroz beneficiado se manteve lenta no mês.

 

BOI: Ao longo das primeiras três semanas de junho, os preços do boi gordo registraram pequenos avanços diários em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea. As escalas, no entanto, passaram a se alongar. Além da oferta de animais remanescentes de pasto, o boi engordado no confinamento passou a ser disponibilizado no mercado nacional. Assim, na última semana de junho, os valores de negociação do animal para abate se enfraqueceram na maioria das praças..

 

CAFÉ:  À medida que a colheita da nova safra brasileira de café 2025/26 avança, o movimento de queda nos preços interno e externo é intensificado. Assim, junho foi marcado por fortes baixas nos valores.

 

ETANOL: Os preços do etanol hidratado tiveram comportamentos distintos em junho em São Paulo. No início do mês, os negócios foram realizados a preços mais baixos, enquanto as cotações subiram na segunda quinzena de junho. Porém, no balanço do mês, as baixas prevaleceram.

 

FEIJÃO: O mês de junho foi marcado pelo avanço da colheita da segunda safra e por um mercado cada vez mais segmentado, com sustentação para os valores dos feijões de melhor qualidade e pressão contínua sobre os dos grãos comerciais.

 

FRANGO: O contexto inédito de gripe aviária em granja comercial do Brasil fez com que os preços médios da carne de frango negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo registrassem, de maio para junho, a queda mais intensa em 18 anos.

 

MILHO: Os preços do milho acumularam mais um mês de queda no mercado brasileiro em junho, refletindo sobretudo as boas condições climáticas durante o desenvolvimento da segunda safra do cereal no Brasil que reforçam as expectativas de produção volumosa na temporada 2024/25.

 

OVINOS: Quase todos os estados acompanhados pelo Cepea registraram alta nos preços do cordeiro vivo em junho, com exceção de São Paulo. Segundo colaboradores, a alta está atrelada à acentuada baixa de animais disponíveis para comercialização. 

 

SOJA: Os valores externos do óleo de soja subiram expressivamente em junho. O impulso veio de expectativas de maior demanda pelo derivado para a produção de biodiesel nos Estados Unidos – uma proposta da Agência Nacional de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) prevê aumento na mistura do biodiesel ao óleo diesel nos próximos dois anos (2026 e 2027), e o óleo de soja é a principal matéria-prima do biocombustível.

 

TRIGO: Os preços do trigo estiveram enfraquecidos no mercado doméstico em junho. A pressão esteve atrelada às desvalorizações externas, ao avanço da semeadura no Brasil e à fraca demanda. Muitos agentes de moageiras afirmam que estão abastecidos, enquanto outros trabalham com o trigo importado. Triticultores, por sua vez, estão focados nas atividades de campo. Diante disso, a liquidez esteve baixa no mercado interno.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações: [email protected] e (19) 3429 8836.

Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA-Esalq/USP

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