Palmas é uma cidade planejada do zero. Estudos indicam que seu urbanismo impacta bem-estar, mobilidade e produtividade urbana
Compartilhe esta matéria
Siga o Olhar Digital no Google Discover
Já pensou morar numa cidade que foi planejada antes de existir? Palmas, a capital mais nova do Brasil, surgiu com um urbanismo pensado para qualidade de vida, mobilidade e integração com o ambiente, conceitos que estudos em urbanismo associam a menos estresse e mais produtividade no cotidiano urbano. Pesquisas publicadas em bases científicas reconhecidas, como a urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana e análises urbanísticas sobre cidades planejadas, indicam que planejamento urbano bem feito impacta positivamente no bem‑estar físico e mental das pessoas.
O que os estudos científicos dizem sobre como Palmas foi criada?
Estudos acadêmicos detalham que Palmas foi planejada do zero em 1989, logo após a criação do estado do Tocantins e em um contexto de redemocratização do Brasil, com o objetivo de promover desenvolvimento regional e modernidade urbana.
Pesquisas publicadas na urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana mostram que o traçado da cidade buscou relações com os princípios do urbanismo modernista, como ruas amplas e zonificação, mas também incorporou preocupações ambientais e integração com o cerrado ao seu redor.

Como usar isso no seu dia a dia urbano?
Mesmo que você não esteja pensando em se mudar para Palmas, entender o que um planejamento urbano eficiente proporciona pode inspirar escolhas melhores onde você vive hoje. Por exemplo, priorizar zonas verdes, criar rotas de caminhada/ciclismo e buscar espaços que conectem lazer e trabalho podem reduzir estresse e melhorar a produtividade.
Outro ponto prático: observar como bairros bem planejados facilitam acessos e incentivam atividades ao ar livre pode te ajudar a escolher onde morar ou passear, impactando positivamente sua rotina.
Leia também:
Essas estratégias mostram como o urbanismo pode influenciar a saúde e a vivência urbana:
- Inserção de verde e áreas abertas para reduzir estresse ambiental e aumentar bem‑estar
- Redes de mobilidade ativa como ciclovias e calçadas largas
- Zonas mistas que combinam moradia, trabalho e lazer
- Desenho de praças centrais que favorecem encontros e interação social, algo valorizado em Palmas com sua Praça dos Girassóis
- Planejamento simétrico de vias que facilita orientação e deslocamento

O que isso traz para o futuro do bem‑estar e dos centros urbanos?
Cidades planejadas como Palmas mostram caminhos para futuras metrópoles mais humanas, que consideram circulação, espaços de convivência e qualidade ambiental como partes centrais da vida urbana.
Ao longo do tempo, essa abordagem pode influenciar políticas públicas e inspirar projetos urbanos que privilegiam saúde, conforto e eficiência, contribuindo para reduzir tempo perdido no trânsito, melhorar a saúde mental e aumentar a produtividade coletiva.
Palmas é um exemplo vivo de como ciência, planejamento e design urbano podem caminhar juntos para formar cidades melhores e refletir diretamente no equilíbrio entre vida pessoal, bem‑estar e rotina.
Colaboração para o Olhar Digital
Roberta Patriota é colaborador no Olhar Digital
Colaboração para o Olhar Digital
Vanessa Tavares é colaborador no Olhar Digital








