SoftBank negocia investir mais US$ 30 bilhões na OpenAI, revela WSJ

Publicidade

Grupo japonês amplia aposta no ChatGPT, enquanto OpenAI busca investimentos para manter custos da inteligência artificial sob controle

Logo da OpenAI em smartphone que está em cima de notas de dólar
(Imagem: Melnikov Dmitriy/Shutterstock)

Compartilhe esta matéria

Siga o Olhar Digital no Google Discover

O SoftBank está em negociações para investir mais US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 156 bilhões) na OpenAI, empresa que criou o ChatGPT, revelou o Wall Street Journal. Esse valor faz parte de uma tentativa maior da startup de arrecadar até US$ 100 bilhões (R$ 519 bilhões) com investidores, o que faria a OpenAI passar a valer cerca de US$ 830 bilhões (R$ 4,3 trilhões).

Essa movimentação mostra que o dono do SoftBank, Masayoshi Son, decidiu apostar todas as fichas na inteligência artificial (IA). Se o negócio for fechado, o grupo japonês aumentará sua participação na empresa, na qual já investiu US$ 22,5 bilhões (R$ 117 bilhões) em dezembro de 2025 para ter 11% das ações.

SoftBank vende outros negócios para concentrar dinheiro na OpenAI

Para conseguir o dinheiro necessário para essa aposta, o SoftBank está vendendo partes de outras empresas que possuía. O grupo vendeu as suas ações da fabricante de chips Nvidia por US$ 5,8 bilhões (R$ 30 bilhões) e parou as negociações para comprar uma empresa de data centers chamada Switch. A intenção de Son é focar recursos para colocar IA em todos os tipos de aparelhos.

A OpenAI precisa desse volume enorme de dinheiro porque treinar e manter sistemas de IA é extremamente caro. Tanto que o CEO da OpenAI, Sam Altman, tem viajado para o Oriente Médio em busca de novos investidores. Esse fôlego financeiro é essencial para a empresa continuar a competir com gigantes como o Google.

Especialistas alertam, porém, que concentrar tanto dinheiro numa única empresa traz riscos para o SoftBank. Se o novo investimento de US$ 30 bilhões acontecer, a OpenAI pode se tornar o maior bem do grupo, representando mais de 30% de todo o seu valor. Agências de risco já avisaram que essa dependência excessiva de um só negócio pode prejudicar a nota de crédito e a confiança financeira do conglomerado.

(Essa matéria também usou informações de Bloomberg e Reuters.)

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Digital, escreve sobre (quase) tudo.

Olhar Digital

Compartilhe essa Notícia:

publicidade

publicidade