Ex-engenheiro de software do Google teria roubado informações confidenciais relacionadas a projetos de IA e data centers
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Um júri federal em São Francisco condenou na quinta-feira (29) o engenheiro de software Linwei Ding, ex-funcionário do Google, por roubo de segredos comerciais ligados a tecnologias de IA. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, as informações confidenciais foram desviadas para beneficiar duas empresas chinesas com as quais o réu mantinha vínculos profissionais de forma oculta.
Ding, cidadão chinês de 38 anos, foi considerado culpado após um julgamento de 11 dias. Ele responde por sete acusações de espionagem econômica e outras sete por roubo de segredos comerciais, relacionadas à apropriação indevida de milhares de páginas de dados estratégicos do Google.
De acordo com os promotores, o material roubado envolvia detalhes sensíveis da infraestrutura de hardware e da plataforma de software usada pela big tech para operar data centers e treinar grandes modelos de inteligência artificial. Parte dessas informações incluía projetos avançados de chips que poderiam dar à empresa uma vantagem competitiva sobre rivais do setor de computação em nuvem, como Amazon e Microsoft, além de reduzir a dependência de fornecedores externos.
Cada acusação de espionagem econômica prevê pena máxima de até 15 anos de prisão e multa de US$ 5 milhões. Já as condenações por roubo de segredos comerciais podem resultar em até 10 anos de prisão e multa de US$ 250 mil por infração. A audiência de definição da sentença está marcada para 3 de fevereiro.

Ex-engenheiro foi sondado por companhia chinesa
Segundo o Departamento de Justiça, Ding ingressou no Google em maio de 2019 e teria iniciado o esquema cerca de três anos depois, quando passou a ser sondado para integrar uma startup chinesa de tecnologia.
Inicialmente, ele havia sido indiciado em março de 2024 por quatro acusações. Em fevereiro de 2025, o número de acusações foi ampliado.
O caso foi conduzido no âmbito da Força-Tarefa Interagências de Combate à Tecnologia Disruptiva, criada em 2023 pelo governo do então presidente Joe Biden para enfrentar ameaças à segurança tecnológica e econômica dos Estados Unidos.
O Google não foi alvo de acusações no processo e informou que colaborou com as investigações. Até o momento da divulgação do veredicto, nem a empresa nem o advogado de Ding responderam aos pedidos de comentário da agência Reuters sobre a condenação.









