OpenAI busca chips fora da Nvidia para turbinar o ChatGPT, diz agência

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A OpenAI está buscando alternativas aos chips da Nvidia. Isso porque a empresa que criou o ChatGPT está insatisfeita com o desempenho dessas peças na inferência (quando a inteligência artificial responde ao usuário). É o que oito fontes disseram à Reuters, sob condição de anonimato.

Essa possível guinada de estratégia ocorreria enquanto negociações para um investimento de US$ 100 bilhões (aproximadamente R$ 525,7 bilhões) da Nvidia na OpenAI estão enroscadas e demorando mais do que o esperado.

Além disso, a turbulência na parceria entre as empresas gera riscos financeiros para a Oracle, conforme apontado pelo Wall Street Journal. A companhia de Larry Ellison fechou um contrato de US$ 300 bilhões para fornecer computação em nuvem para a OpenAI.

OpenAI quer diversificar fornecedores para acelerar respostas do ChatGPT e reduzir dependência da Nvidia

A insatisfação da OpenAI está na velocidade com que chips da Nvidia entregam respostas em tarefas complexas, como a geração de códigos de programação. Por isso, a startup busca chips que usam memória chamada SRAM, que fica dentro da própria peça e é muito mais rápida do que a memória externa usada nas placas da Nvidia. A meta é que, no futuro, esses novos fornecedores garantam pelo menos 10% da capacidade de processamento de respostas da empresa.

Para atingir esse objetivo, a OpenAI fechou acordo com a Cerebras e já utiliza alguns processadores da AMD. Numa reação a esse movimento, a Nvidia licenciou a tecnologia da Groq, startup que também conversava com a OpenAI, para evitar que a concorrente ganhasse muito espaço.

O impacto financeiro dessa briga pode sobrar para a Oracle, que já gasta dinheiro para construir data centers gigantescos contando com pagamentos da OpenAI. Para se proteger e manter as contas em dia, a Oracle anunciou que pretende vender até US$ 20 bilhões (R$ 105,35 bilhões) em novas ações para investidores em 2026. Essa medida tenta acalmar o mercado (ações da empresa perderam metade do valor desde que atingiram o pico em setembro de 2025).

jensen huang
Boatos de tensão com a OpenAI são “bobagem”, disse CEO da Nvidia, Jensen Huang (Imagem: FotoField/Shutterstock)

Apesar do clima tenso, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, disse que boatos de tensão com a OpenAI são “bobagem”. E que a empresa ainda pretende investir na startup. Mas um valor menor que os US$ 100 bilhões falados antes. Em paralelo, o CEO da OpenAI, Sam Altman, usou as redes sociais para elogiar a Nvidia, chamando seus chips de “os melhores do mundo“. O tom educado dos CEOs tenta manter portas abertas enquanto a OpenAI busca arrecadar bilhões de dólares com outros investidores, como o SoftBank.

A pressão sobre a OpenAI aumenta porque rivais como o Google e a Anthropic já usam chips próprios que são mais eficientes para dar respostas rápidas. Enquanto a Nvidia ainda domina na fase de “ensinar” a IA, a fase de “uso” diário exige equipamentos mais ágeis e econômicos. O ponto é: a OpenAI precisa resolver esse problema técnico para conseguir pagar os US$ 1,4 trilhão (R$ 7,37 trilhões) em compromissos que assumiu para os próximos anos.

Olhar Digital

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