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Você já se perguntou por que cachorros uivam tanto durante a noite, despertando instintos que parecem vir de eras remotas? Esse comportamento peculiar não é apenas um incômodo sonoro, mas uma forma complexa de comunicação ancestral. Entender essa herança genética ajuda a fortalecer o vínculo com seu pet e a decifrar as mensagens que ele tenta transmitir ao mundo.
De acordo com um estudo publicado no PubMed, as raças de cães consideradas “antigas” possuem uma resposta muito mais intensa a estímulos sonoros do que as raças modernas. Isso ocorre porque o DNA desses animais mantém traços latentes de seus ancestrais selvagens, processando o som como um chamado de matilha.
O estudo testou diversas linhagens e observou que cães como Huskys e Malamutes tendem a uivar em resposta a sons externos, enquanto raças criadas recentemente costumam apenas latir. Essa diferença revela como a domesticação e a seleção artificial moldaram o sistema de comunicação canina ao longo dos milênios.
🐺 Ancestralidade Selvagem
Os lobos utilizam o uivo para demarcar território e reunir membros da matilha em grandes distâncias.
🐕 Divergência Genética
Raças antigas preservaram os receptores cerebrais que interpretam sons agudos como sinais sociais complexos.
🏠 Reação Urbana
Estímulos modernos, como sirenes, ativam o gatilho genético, resultando nas famosas sinfonias noturnas dos cães domésticos.
Por que cachorros uivam em resposta a sons específicos?
Muitas vezes, o som de uma sirene de ambulância ou até mesmo de um instrumento musical pode ser interpretado pelo cão como um uivo de outro membro da espécie. Essa reação é um reflexo condicionado que busca estabelecer contato ou alertar sobre a presença de um suposto invasor no território da família.
Além da questão genética, o ambiente desempenha um papel crucial, pois o silêncio da noite amplifica frequências sonoras que passariam despercebidas durante o dia. Abaixo, listamos os principais gatilhos que fazem seu pet soltar a voz quando o sol se põe e a cidade silencia.
- Sirenes de veículos de emergência com frequências agudas.
- Uivos de outros cães que residem na vizinhança.
- Sons de alta frequência emitidos por aparelhos eletrônicos.
- Ansiedade de separação exacerbada pelo período de isolamento noturno.

Quais raças têm maior tendência ao uivado noturno?
A proximidade genética com o lobo cinzento define quais animais são mais propensos a esse comportamento vocal específico. Raças oriundas de regiões nórdicas ou que foram historicamente selecionadas para funções de trabalho isoladas tendem a ser as mais comunicativas através desse método.
Preparamos uma comparação entre diferentes perfis caninos para que você entenda se o seu amigo de quatro patas faz parte do grupo dos grandes comunicadores ancestrais ou se ele prefere o silêncio típico das raças desenvolvidas na era moderna.
| Categoria Genética | Exemplos de Raças | Nível de Resposta |
|---|---|---|
| Raças Antigas | Husky, Malamute, Shiba Inu | Muito Alto |
| Cães de Trabalho | Beagle, Bloodhound, Coonhound | Alto (Baia) |
| Raças Modernas | Golden Retriever, Poodle, Labrador | Baixo |
Se o comportamento for motivado por solidão ou tédio, o enriquecimento ambiental pode ser a solução definitiva para o seu lar. Oferecer brinquedos que estimulem a mente e o olfato antes do horário de dormir ajuda a gastar energia acumulada e reduzir drasticamente a ansiedade noturna.
No entanto, se o uivo for uma reação puramente instintiva a sons externos, o treinamento de dessensibilização pode ser necessário. O objetivo é fazer com que o animal aprenda a ignorar os estímulos sonoros, associando o silêncio a recompensas positivas e momentos de calma.
O uivo pode indicar algum problema de saúde?
Embora na maioria das vezes seja apenas uma herança genética inofensiva, o uivo também pode ser um pedido de socorro em casos de dor física. É fundamental observar a linguagem corporal do animal para identificar se existem outros sinais de mal-estar, como prostração ou falta de apetite.
Cães idosos, em particular, podem começar a uivar à noite devido à desorientação causada pela disfunção cognitiva canina, similar ao Alzheimer humano. Consultar um veterinário é essencial se o comportamento surgir de forma repentina ou vier acompanhado de mudanças drásticas na rotina.
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