Saiba tudo sobre o eclipse solar do “Anel de Fogo”

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Na manhã desta terça-feira (17), acontecerá um eclipse solar anular, quando o Sol será transformado em um impressionante “Anel de Fogo” no céu de um trecho muito restrito do planeta. Abaixo, você tem todas as informações sobre o evento.

Este é o primeiro eclipse de 2026, com o próximo – um eclipse lunar total – esperado para março. No segundo semestre, haverá outra dobradinha: um solar total e um lunar parcial, sendo ambos em agosto.

Em um eclipse solar anular, é formado um “Anel de Fogo” no céu. Crédito: IgorZh – Shutterstock

O que é um eclipse solar 

Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol lançando uma sombra sobre determinada área do planeta e bloqueando total ou parcialmente a luz solar. Existem três tipos mais conhecidos desse fenômeno: parcial, anular e total. Há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o eclipse solar híbrido (como o que aconteceu em abril de 2023).

O eclipse parcial é o tipo mais comum, que acontece quando apenas uma parte do Sol é coberta pela Lua. Nesse caso, praticamente não há alteração da luminosidade do dia. Por sua vez, o eclipse total se caracteriza quando todo o disco solar é bloqueado pela Lua, fazendo o dia escurecer por completo.

Já o eclipse solar anular é bem parecido com o total, porque a Lua cobre o Sol, mas deixa um círculo de luz visível em seu entorno – o chamado “Anel de Fogo”. Isso acontece porque ela está mais distante da Terra (no apogeu ou próximo a ele), fazendo com que sua circunferência aparente seja menor que a do Sol.

Tipos de eclipse solar. Crédito: SmartBox – Shutterstock

A distância da Lua em relação à Terra varia porque sua órbita não é perfeitamente circular – é ligeiramente oval, traçando um caminho conhecido por elipse. À medida que ela atravessa esse caminho elíptico ao redor do planeta a cada mês, sua distância se alterna entre 356.500 km no perigeu (aproximação máxima) e 406.700 km no apogeu.

Onde o “Anel de Fogo” poderá ser visto

O espetáculo poderá ser observado no sul da África, sul da América do Sul, nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, e na Antártica. No entanto, apenas no céu do continente gelado é que será formado o “Anel de Fogo”, com a Lua se posicionando exatamente no meio do Sol, contornada por um círculo dourado perfeito. Nas demais localidades, o eclipse será parcial, com proporções variadas de cobertura do astro. 

Ao todo, cerca de 176 milhões de pessoas poderão ver ao menos alguma parte do eclipse, o que corresponde a aproximadamente 2,17% da população mundial. Desse total, cerca de 63 milhões de pessoas – ou 0,78% da população do planeta – terão a chance de observar pelo menos 10% do eclipse de forma parcial.

A área de visibilidade diminui conforme aumenta a porcentagem do fenômeno observável. Aproximadamente 17,6 milhões de pessoas (0,22% da população mundial) poderão acompanhar ao menos 20% do eclipse. Já para uma cobertura parcial de pelo menos 30%, o número cai para cerca de 2,28 milhões de pessoas, o equivalente a 0,03% da população global.

Mapa de visibilidade do eclipse solar de 17 de fevereiro de 2026. A faixa escura mostra o trecho onde será possível ver o “Anel de Fogo”. Crédito: Time and Date.

Para faixas superiores de visibilidade – como 40%, 50%, 60%, 70%, 80% ou 90% do eclipse – não foram apresentados números específicos na estimativa, assim como para as regiões que poderão observar a totalidade ou a anularidade do fenômeno.

Os cálculos consideram a população residente, em números inteiros, nas áreas onde o eclipse será visível. As estimativas foram feitas com base em dados brutos de população fornecidos pelo Centro de Informação de Ciências da Terra Internacional (CIESIN), da Universidade de Columbia, nos EUA, abrangendo projeções demográficas entre os anos 2000 e 2020.

O “Anel de Fogo” dos pinguins

Como dito, pouquíssimas pessoas no mundo terão a chance de acompanhar o ponto máximo do evento. A faixa onde o anel será visto integralmente cruza regiões isoladas do planeta, com presença humana praticamente inexistente. Assim, o público mais provável será formado por animais, como focas, elefantes-marinhos e, principalmente, pinguins.

O trajeto da anularidade passa por áreas reconhecidas mundialmente pela enorme diversidade dessas aves. A Antártica, por exemplo, abriga espécies como o pinguim-imperador e o pinguim-de-adélia. As Ilhas Crozet e as Ilhas Kerguelen concentram grandes colônias de pinguins-reis. Já as Ilhas do Príncipe Edward reúnem pinguins-reis e pinguins-macaroni, enquanto a remota Ilha Heard também é habitat de várias espécies, reforçando a variedade impressionante de pinguins na região.

Representação artística de um eclipse solar anular testemunhado por pinguins na Antártica. Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

Que horas é o eclipse?

De acordo com a plataforma de climatologia e meteorologia espacial Time And Date, o eclipse solar anular será entre 06h56 e 11h27 (horário de Brasília).

O fenômeno começará a ser observado na Antártica, único território do mundo onde haverá o “Anel de Fogo”. A anularidade terá início às 8h42, com o ponto máximo às 9h12. A fase completa termina às 9h41, e o eclipse parcial seguirá até 11h27, quando parte do Oceano Atlântico Sul e áreas próximas à Antártica poderão acompanhar a Lua dando a “mordidinha final” no Sol.

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Como será o eclipse solar anular

Um eclipse anular do Sol atravessa quatro fases principais, denominadas primeiro, segundo, terceiro e quarto contato. Resumidamente:

  • O primeiro contato é quando a Lua “encosta” no Sol (mais ou menos 90 minutos antes da anularidade);
  • O segundo contato é quando começa a se formar o “Anel de Fogo” em si;
  • Quando a anularidade começa a se desfazer, temos o terceiro contato;
  • O quarto contato é quando a Lua “toca” o Sol pela última vez (mais ou menos 90 minutos após o “Anel de Fogo”.

Em cada uma dessas etapas, diferentes efeitos são sentidos pela Terra – saiba detalhes aqui.

Olhar Digital

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