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O verão no Japão atinge temperaturas extremas que exigem adaptações culturais profundas e métodos de sobrevivência bastante específicos. No entanto, os hábitos japoneses de verão podem causar estranhamento para os brasileiros, acostumados com roupas leves e exposição solar constante. Portanto, entender essas diferenças ajuda a compreender como cada sociedade lida com o clima tropical de maneira singular.
Como os hábitos japoneses de verão protegem contra o sol?
Diferente do Brasil, onde o sol é celebrado, os japoneses evitam a radiação direta usando roupas de manga longa e luvas térmicas mesmo em dias escaldantes. Além disso, um artigo publicado pelo The Japan Times destaca que a busca pela pele clara e a prevenção de insolação impulsionam um mercado bilionário de guarda-sóis tecnológicos. Consequentemente, o visual nas ruas de Tóquio destoa completamente das regatas e bermudas comuns em capitais brasileiras.
O uso de toalhas pequenas no pescoço para absorver o suor é uma prática onipresente entre trabalhadores e estudantes durante o trajeto urbano. Adicionalmente, as sombrinhas com revestimento interno preto para refletir o calor do asfalto são acessórios obrigatórios para qualquer pedestre. Dessa forma, a moda de verão japonesa foca na barreira física contra os raios ultravioletas em vez da ventilação direta da pele.
👒 Cobertura Total: Uso de braçadeiras, chapéus de aba larga e lenços com gel refrescante para baixar a temperatura corporal.
🧴 Tecnologia Cosmética: Aplicação constante de lenços umedecidos mentolados que causam uma sensação de gelo imediata na pele.
🥤 Hidratação Salgada: Consumo de balas de sal e bebidas eletrolíticas específicas para repor minerais perdidos pelo suor intenso.
Quais são as comidas estranhas para enfrentar o calor?
Enquanto o brasileiro busca sorvetes e sucos naturais, o japonês costuma recorrer ao macarrão gelado e ao enguia grelhada para repor as energias. Por isso, pratos como o Somen, servido em águas com gelo, são as estrelas dos cardápios familiares durante os meses de julho e agosto. Entretanto, a textura viscosa e o sabor acentuado de certos peixes podem desafiar o paladar de quem espera apenas por refrescos leves.
O consumo de chá de cevada sem açúcar, o Mugicha, substitui a água em quase todas as refeições devido às suas propriedades minerais e ausência de cafeína. Além disso, as raspadinhas de gelo chamadas Kakigori recebem caldas de feijão doce ou chá verde, fugindo dos sabores de frutas tropicais comuns no Brasil. Logo, a culinária de verão no Japão prioriza ingredientes que combatem a fadiga térmica através da nutrição densa.

Por que os hábitos japoneses de verão focam na tecnologia?
A indústria japonesa desenvolveu soluções inusitadas, como jaquetas equipadas com pequenos ventiladores internos que inflam a roupa para circular o ar. Contudo, esses itens são vistos com naturalidade em canteiros de obras e centros logísticos para prevenir o choque térmico dos operários. Por esse motivo, o que parece um traje futurista estranho para um brasileiro é apenas uma ferramenta de segurança ocupacional essencial no Japão.
Sensores térmicos em máquinas de venda automática sugerem bebidas com base na temperatura externa para otimizar a hidratação do público. Além disso, adesivos de resfriamento para a testa e sprays que congelam o tecido das roupas são vendidos em cada esquina das grandes metrópoles. Assim, a tecnologia silenciosa atua para criar microclimas pessoais que tornam a vida urbana suportável sob o sol escaldante.
| Aspecto | Jeito Brasileiro | Jeito Japonês |
|---|---|---|
| Vestuário | Exposição e leveza | Manga longa e barreiras |
| Bebidas | Cerveja e sucos | Chá de cevada e isotônicos |
| Solução Solar | Filtro solar e mar | Sombrinhas e sombra total |
Como o folclore e a cultura ajudam a refrescar o espírito?
O Japão possui o hábito curioso de contar histórias de terror durante o verão para causar arrepios e, metaforicamente, baixar a temperatura corporal. Todavia, os festivais Matsuri utilizam fogos de artifício e lanternas para afastar o azar, criando um ambiente festivo que ignora o calor úmido das noites. Portanto, o aspecto psicológico é tão importante quanto o físico para suportar a estação mais difícil do calendário oriental.
O som dos sinos de vento, conhecidos como Furin, traz uma sensação auditiva de frescor que remete à brisa passageira nas varandas tradicionais. Além disso, a prática do Uchimizu, que consiste em jogar água no asfalto quente para resfriar o ar por evaporação, sobrevive como um ritual comunitário. Finalmente, a mistura de tecnologia moderna com tradições ancestrais define a resiliência nipônica diante do clima extremo.
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