A fabricante chinesa Honor anunciou que vai mostrar seu primeiro robô humanoide no Mobile World Congress (MWC) de 2026, em Barcelona
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A fabricante chinesa Honor, conhecida por seus celulares, anunciou que vai mostrar seu primeiro robô humanoide num grande evento de tecnologia, o Mobile World Congress (MWC) de 2026, em Barcelona, na Espanha. Esse robô foi feito para ajudar as pessoas em tarefas comuns, como compras e trabalhos domésticos, segundo a empresa.
Essa novidade faz parte de um plano da empresa de investir o equivalente a US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) de dólares em inteligência artificial (IA) e novas tecnologias. Ao criar outros além de smartphones, a Honor mira em competir com marcas como a Xiaomi e se preparar para vender suas ações na bolsa de valores pela primeira vez, o que é chamado de IPO.
Honor quer unir IA e robótica para facilitar o dia a dia das pessoas
O novo robô da marca será apresentado como Honor Robot e vai funcionar integrado aos outros serviços da empresa. O objetivo principal é que ele ajude em atividades domésticas e no comércio, sendo diferente daqueles robôs usados apenas em fábricas. A Honor afirma ser a primeira entre as grandes marcas de celular a lançar um produto desse tipo que realmente funciona para o consumidor.
O projeto recebe investimento bilionário para levar a companhia para além dos smartphones. Além do robô humanoide, a empresa planeja lançar o chamado Robot Phone, que une o aparelho físico a sistemas inteligentes que agem sozinhos.
Desde 2020, a Honor não faz mais parte da Huawei e funciona de forma independente com ajuda financeira do governo de Shenzhen. Entrar no setor de robótica é uma estratégia para atrair investidores que buscam empresas capazes de competir com gigantes da IA, como a OpenAI. O setor de robôs na China cresce rápido, apesar de alguns alertas sobre riscos de o mercado estar inflado.
A apresentação em Barcelona servirá como vitrine para mostrar como a IA da empresa é útil para usuários. A Honor mantém o plano de entrar na bolsa de valores, mas ainda não definiu uma data exata para isso. O sucesso ou fracasso desse robô servirá de termômetro sobre a capacidade da marca de se posicionar como uma empresa de tecnologia diversificada.
(Essa matéria usou informações de CNET, Bloomberg e Mashable.)
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Digital, escreve sobre (quase) tudo.










