Dobráveis, ‘IA física’ e robôs humanoides dominam a MWC 2026

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O evento destacou a integração de inteligência artificial (IA) em hardware, além de trazer conceitos de robôs humanoides; confira destaques

Montagem com imagens de mulher tirando selfie com Motorola Razr Fold e de celular e robô humanoide da Honor
(Imagem: Divulgação)

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O Mobile World Congress (MWC) 2026, em Barcelona, na Espanha, acabou na quinta-feira (05). O evento consolidou a transição da indústria de dispositivos portáteis para a “IA Física”, além de trazer tecnologias vestíveis que operam além das telas tradicionais. 

Com mais de 2,9 mil expositores, a feira deste ano destacou a integração de inteligência artificial (IA) em hardware modular e robótica humanoide. Isso preencheu o espaço deixado pela ausência de gigantes como Apple e Samsung no pavilhão principal.

Confira abaixo destaques do evento:

Hardware modular e novos dobráveis

A Motorola e a Lenovo apresentaram soluções focadas em flexibilidade de hardware e integração de sistemas.

Mulher fazendo selfie com smartphone dobrável Motorola Razr Fold (Imagem: Divulgação/Motorola)
  • A Motorola mostrou o Razr Fold, seu primeiro dobrável no estilo “livro”, e o celular Edge 70 Fusion;
  • O conceito Motorola Adaptive Display, smartphone com tela flexível que pode ser enrolado no pulso, foi um dos destaques de inovação visual da feira;
  • A Lenovo exibiu o Modular AI PC, conceito de PC modular na linha ThinkBook. O laptop tem uma tela secundária destacável que pode ser montada na parte traseira, na base (substituindo o teclado) ou usada de forma independente com um suporte. Além disso, possui portas (USB-C, HDMI) “hot-swappable” (trocáveis sem desligar o aparelho);
  • A marca também apresentou o Legion Go Fold, dispositivo de jogos portátil com tela dobrável que expande de 7,7 polegadas para 11,6 polegadas. Isso permite o uso como tablet de jogos ou, quando conectado a um teclado, como um computador ultraportátil;
  • Já a Honor apresentou a linha Magic V6, que estabeleceu um novo padrão de engenharia. Isso por ser um dobrável extremamente fino (8,75 mm fechado) que abriga uma bateria de 6.660 mAh, superando largamente competidores como o Samsung Galaxy Z Fold 7. Sua tela interna atinge impressionantes 5.000 nits de brilho máximo em conteúdo HDR;
  • Outro destaque do evento foi o Tecno Atom (ou Modular Phone), smartphone ultrafino que compensa sua espessura de 4,9 mm por meio de módulos magnéticos. É possível acoplar módulos de bateria de 3.000 mAh, lentes de zoom óptico de 3x ou sensores de imagem maiores, transformando-o numa câmera completa;
  • Também vale mencionar o Oukitel WP63, celular robusto que inclui um ignitor embutido. Isso permite que o usuário acenda fogueiras ou cigarros diretamente com o aparelho, que tem uma bateria massiva de 20.000 mAh.

Robótica e inteligência artificial (IA)

A robótica humanoide avançou de protótipos para aplicações comerciais e de serviços durante o congresso.

Robô humanoide da Honor ao lado de celular robô da marca; ambos parecem olhar para a câmera
Honor mostrou “celular robô” e robô humanoide no MWC 2026 (Imagem: Honor)
  • A Honor também é destaque nesta categoria. Um dos motivos é a apresentação do conceito de celular robótico, que utiliza motores internos e um sistema de gimbal para mover a câmera fisicamente em interações baseadas em IA (outro motivo é o robô humanoide que fez o passo moonwalk e tentou dar um mortal);
  • A empresa AgiBot foi um dos principais nomes do setor, exibindo um portfólio completo de robôs humanoides, incluindo a linha A2 para recepção e a linha X2 para entretenimento;
  • A AgiBot também anunciou um modelo de Robô como Serviço (RaaS), oferecendo locação de robôs com preços a partir de 899 euros (R$ 5,5 mil) por dia em 17 países;
  • Outra atração no evento foi o ZTE iMoochi, pet robótico de IA coberto de pelúcia com olhos de OLED expressivos. Projetado para fins terapêuticos e de companhia, ele usa IA para entender o contexto da fala humana e responder com movimentos e sons (mas ele não fala);
  • Aliás, a feira enfatizou a IA proativa, na qual os dispositivos não apenas respondem a comandos, mas antecipam necessidades por meio de sensores de percepção espacial.

Próxima geração de wearables

Os aparelhos vestíveis apresentaram propostas voltadas para saúde e tradução em tempo real. E se distanciaram da dependência total de smartphones.

  • Os óculos Alibaba Qwen Glasses S1 destacaram-se pela leveza e pela capacidade de traduzir conversas instantaneamente num display integrado;
  • A Scople apresentado um broche com IA capaz de analisar as emoções das pessoas ao redor do usuário por meio de algoritmos de processamento de imagem e áudio;
  • A tecnologia de lentes de contato inteligentes da Xpaneco demonstrou a possibilidade de monitorar níveis de glicose por meio das lágrimas, além de oferecer funcionalidades básicas de realidade aumentada (AR).

Outras inovações notáveis

Pessoa tirando foto com Xiaomi 17 Ultra na horizontal; pessoa ajusta zoom girando anel em torno da câmera traseira
Smartphone focado em fotografia da Xiaomi tem anel mecânico ao redor das câmeras (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Fora das categorias mencionadas acima, vale destacar:

  • Leica Leitzphone (Xiaomi): Smartphone focado em fotografia com um anel mecânico ao redor das câmeras para controle de zoom, abertura ou foco manual, oferecendo perfis de cores exclusivos da Leica;
  • Clicks Communicator: Um smartphone Android com teclado QWERTY físico inspirado nos antigos BlackBerrys, incluindo teclas de atalho e um trackpad integrado no teclado;
  • 6G Pre-padrão: A Ericsson anunciou a conclusão bem-sucedida da primeira sessão de pré-padrão 6G via rádio, preparando o caminho para conectividade nativa de IA e suporte a satélite a partir de 2030

Ausência de Big Techs e eventos paralelos

Embora não estivessem no pavilhão principal, Apple e Samsung influenciaram a agenda do setor com anúncios simultâneos.

(Essa matéria usou informações de CNET, PCMagaqui e aqui; e ZDNet.)

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Digital, escreve sobre (quase) tudo.

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