Uma empresa do Japão quer revolucionar a indústria tecnológica, propondo a fabricação de chips diretamente na superfície lunar
A atenção de todos está voltada para a Artemis 2, a primeira missão espacial tripulada com destino à órbita da Lua em mais de 50 anos. Ela representa um passo fundamental nas pretensões de exploração lunar da NASA.
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Neste cenário, surgem ideias ainda mais ambiciosas. Uma delas partiu do CEO da Rapidus Corporation, uma fabricante de semicondutores com sede no Japão. O engenheiro Atsuyoshi Koike quer fabricar chips na Lua.
Desafio é gigante
- A Rapidus, empresa apoiada pelo governo japonês, foi criada em 2022 e almeja se estabelecer entre as principais fabricantes mundiais de chips.
- A expectativa é que a produção em massa comece no próximo ano, se tudo correr conforme o planejado.
- Nos últimos meses, a companhia alcançou um marco significativo ao desenvolver seu primeiro protótipo de chip de 2 nanômetros, utilizando uma tecnologia desenvolvida em colaboração com a IBM.
- Esses dispositivos são fundamentais para processadores usados em centros de dados de inteligência artificial, smartphones e carros autônomos, por exemplo.
- Mas quem domina esse mercado são gigantes como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) e a sul-coreana Samsung.
- As informações são do The Wall Street Journal.
Ideia é usar a Lua como uma fábrica de chips (Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock)
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Primeiro é preciso dominar a produção de chips na Terra
De acordo com especialistas da indústria, a Rapidus ainda precisa superar diversos obstáculos para convencer possíveis clientes de que pode competir de igual para igual com as gigantes do setor. Para isso, a empresa deu um passo importante recentemente: a conclusão de sua primeira unidade de produção na ilha de Hokkaido, no norte do Japão.
Estabelecer uma maior presença aqui na Terra é o ponto de partida do planejamento de Atsuyoshi Koike. Mas ele sonha em ir além. A ideia é criar fábricas na Lua. O segredo está nas condições do satélite natural, diferentes das do nosso planeta, e que facilitariam algumas etapas.
Nesse sentido, o sucesso da missão Artemis 2 pode abrir caminho para uma futura exploração lunar. Quem sabe até mesmo com o uso de robôs nas fábricas construídas na Lua. Por enquanto, trata-se apenas de um sonho distante, e o próprio Koike não forneceu maiores detalhes de como isso poderia se tornar realidade.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.
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