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Um ex-funcionário da Meta, em Londres, é alvo de uma investigação criminal sob suspeita de ter acessado e baixado cerca de 30 mil imagens privadas de usuários do Facebook. O caso veio à tona após a própria empresa identificar o acesso indevido e acionar as autoridades do Reino Unido.
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Segundo a própria empresa, o caso foi identificado há mais de um ano, quando o acesso indevido foi descoberto e comunicado às autoridades do Reino Unido. O suspeito foi demitido, os usuários afetados foram notificados e medidas de segurança foram reforçadas.
De acordo com documentos judiciais obtidos pela Press Association, o ex-funcionário teria criado um script para contornar os sistemas internos de detecção da Meta, o que permitiu o acesso às imagens enquanto ainda trabalhava na empresa.
A investigação é conduzida por um especialista da unidade de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres. As autoridades afirmam que o suspeito teria acessado e baixado os dados sem autorização durante seu período na companhia.
Medidas da empresa
Em nota, a Meta confirmou o caso e afirmou que tomou providências imediatas após identificar o acesso indevido. A empresa disse ter demitido o funcionário, comunicado os usuários impactados, acionado a polícia e reforçado seus sistemas de segurança.

“Após descobrir o acesso impróprio por um funcionário há mais de um ano, encerramos o vínculo com o indivíduo, notificamos os usuários, encaminhamos o caso às autoridades e aprimoramos nossas medidas de segurança”, afirmou um porta-voz ao britânico The Guardian.
A empresa também declarou que está cooperando com a investigação em andamento e que a proteção dos dados dos usuários é uma prioridade.
Investigação e possíveis implicações
O suspeito, que vive em Londres, permanece sob fiança e deve se apresentar novamente à polícia em maio, além de informar qualquer plano de viagem internacional, segundo os documentos judiciais citados pela Press Association.
Especialistas ouvidos pelo The Guardian apontam que o acesso não autorizado a dados pessoais pode configurar violações das leis de proteção de dados e de uso indevido de sistemas informáticos. A avaliação jurídica indica que a responsabilidade tende a recair sobre o indivíduo, caso a empresa tenha adotado medidas adequadas para prevenir ou detectar esse tipo de acesso.
O órgão regulador britânico de proteção de dados afirmou estar ciente do caso e ressaltou que usuários de redes sociais devem poder confiar no tratamento responsável de suas informações pessoais.
Ana Luiza Figueiredo
Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).









