Tudo sobre Artemis 2
A tripulação Artemis 2 está a poucas horas de concluir essa jornada histórica pelo espaço. Na noite desta sexta-feira (10), a cápsula Orion, com os quatro astronautas a bordo, retorna à Terra, encerrando a primeira missão tripulada às proximidades da Lua desde a Apollo 17, em 1972. E você pode assistir tudo ao vivo com o Olhar Digital.
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Se sair tudo conforme o planejado, o pouso em água ocorre às 21h07 (horário de Brasília), no Oceano Pacífico, próximo a San Diego, na Califórnia, EUA. A área já recebeu a Artemis 1 e foi escolhida por reunir condições estáveis de mar e suporte naval dos Estados Unidos, facilitando a recuperação da cápsula e dos astronautas.
Em resumo:
- Missão Artemis 2 retorna após jornada ao redor da Lua;
- Pouso ocorrerá no Oceano Pacífico;
- Cápsula Orion será recuperada após amerissagem controlada;
- Resgate terá apoio da Marinha dos EUA;
- Transmissão ao vivo mostrará todo o processo.

Por que a NASA escolheu o Oceano Pacífico para o pouso
A operação de resgate terá apoio do navio USS John Murtha, da Marinha dos Estados Unidos, que estará posicionado na área de pouso duas horas antes. A missão depende da coordenação entre equipes navais e NASA para garantir a retirada segura da cápsula e dos astronautas após o contato com a água.
As águas próximas a San Diego são conhecidas pela previsibilidade e condições favoráveis para pousos espaciais, amenizando riscos durante a recuperação.
A rota de “retorno livre” da Artemis 2, que colocou a Orion em uma única passagem ao redor da Lua antes de iniciar o caminho de volta à Terra, já indicava, desde o início, que o pouso ocorreria no Oceano Pacífico.
Correções no trajeto foram realizadas ao longo do percurso, com pequenas queimas de motor muito precisas. Esses ajustes foram necessários para refinar a navegação e garantir que a cápsula chegasse à área planejada.

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Artemis 2 vai enfrentar reentrada ardente na atmosfera
Cerca de cinco minutos depois da separação entre o módulo de serviço e o módulo de tripulação, a cápsula com os astronautas começará a sentir o atrito intenso da atmosfera, entrando na fase mais crítica da descida. Poucos minutos mais tarde, a Orion atinge a interface de entrada, quando o calor será maior que 2.700ºC e a velocidade deve chegar a cerca de 38.620 km/h.
Durante a reentrada, a cápsula suporta temperaturas extremas geradas pelo atrito com a atmosfera. O escudo térmico garante proteção total dos astronautas durante essa fase crítica da descida.
Depois da desaceleração, a Orion abre seus paraquedas principais para reduzir a velocidade. Esse processo permite um pouso controlado no Oceano Pacífico, seguindo padrões já usados pela NASA em outras missões.
Duas horas antes, as equipes a bordo do porta-aviões USS John P. Murtha, da Marinha dos Estados Unidos, já estarão posicionadas e prontas para a operação de resgate. Helicópteros serão usados para retirar os astronautas logo após o pouso, em um procedimento amplamente treinado em 12 simulações com módulo de teste e já validado na missão Artemis 1.










