No final da noite deste sábado (25), a Lua vai passar na frente de Regulus (Alpha Leonis), a estrela mais brilhante da constelação de Leão.
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O “eclipse de Regulus” será acessível a um pequeno pedaço da América do Norte, toda a América Central e parte da América do Sul – incluindo quase todo o Brasil, com exceção da região sul, parte do Acre, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Sobre a estrela Regulus:
- Ela marca o “coração do leão” na figura da constelação;
- É uma estrela azul-branca, muito mais quente que o Sol;
- Está a cerca de 79 anos-luz da Terra;
- Seu nome vem do latim e significa “pequeno rei”;
- Na prática, não é uma estrela única: faz parte de um sistema estelar múltiplo.
Além disso, Regulus é uma das estrelas mais fáceis de identificar no céu noturno, especialmente no outono no hemisfério sul.

Ocultação lunar de Regulus
De acordo com o guia de observação astronômica InTheSky.org, do ponto de vista de um observador em São Paulo, a ocultação lunar de Regulus começará com a estrela “se escondendo” atrás da Lua às 23h53, a uma altitude de 21,7 graus a noroeste. O reaparecimento será às 00h27 de domingo (26), a 14,5 graus acima do horizonte. Abaixo, a tabela com os horários nas capitais brasileiras onde o fenômeno poderá ser visto.

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Ocultações lunares só são visíveis de uma pequena fração da superfície da Terra. Como a Lua está muito mais perto do nosso planeta do que outros objetos celestes, sua posição no céu difere dependendo da localização exata do observador na Terra devido à sua grande paralaxe (diferença na posição aparente de um objeto em relação a um plano de fundo, tal como visto por observadores em locais distintos ou por um observador em movimento).
A posição da Lua vista de dois pontos em lados opostos da Terra pode variar em até dois graus, ou quatro vezes o diâmetro da lua cheia.
Isso significa que se a Lua estiver alinhada para passar na frente de um objeto específico para um observador posicionado em um lado da Terra, ela aparecerá até dois graus de distância desse objeto do outro lado do globo.

No mapa acima, contornos distintos mostram onde a ocultação lunar de Regulus poderá ser visível (em vermelho) e onde será possível testemunhar seu reaparecimento (em azul). Os riscos sólidos exibem onde a ocultação será visível a uma altitude razoável no céu. Os contornos pontilhados, por sua vez, indicam onde o evento ocorre acima do horizonte, mas pode não ser visível devido ao céu estar muito claro ou a Lua muito perto do horizonte.
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Fora dos contornos, a Lua não passa na frente de Regulus em nenhum momento, ou está abaixo do horizonte no momento da ocultação.
De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, para todos os locais do Brasil onde o evento será visível, a estrela deve desaparecer do lado não iluminado da Lua, o que significa que o fenômeno poderá ser observado a olho nu. “Já seu reaparecimento do lado iluminado fica difícil de ser percebido devido ao brilho lunar, sendo mais fácil de ser visualizado através de instrumentos. Um simples binóculo deve ser suficiente para observar o momento, além de contemplar detalhes da superfície da Lua”.











