Na gamescom latam 2026, a palestra “Deixa o Like”, conduzida por Lucas Patrício, na gamescom latam 2026 colocou um dos temas mais presentes, e muitas vezes mal compreendidos, da indústria no centro da conversa: comunidade.
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Mais do que falar sobre números ou plataformas, a apresentação partiu de um ponto direto: engajamento não se constrói só com conteúdo, mas com relação contínua com o público.

Comunidade não é audiência
Um dos principais pontos da palestra foi a diferença entre audiência e comunidade.
Audiência é quem consome. Comunidade é quem participa, comenta, volta e se envolve. E é essa segunda camada que sustenta criadores no longo prazo
Lucas Patricio
Na prática, isso muda tudo: não basta postar, é preciso criar um ambiente onde o público queira estar.
Engajamento vai além do algoritmo
Outro destaque foi a forma como o engajamento é interpretado.
Likes, views e compartilhamentos continuam sendo importantes, mas não são suficientes para medir a relevância real. O que define a força de um criador hoje é:
- recorrência de interação
- identificação do público com o conteúdo
- capacidade de manter uma base ativa ao longo do tempo
Em outras palavras, o algoritmo entrega alcance, mas é a comunidade que sustenta presença.
O papel dos creators no ecossistema gamer
A palestra também reforçou o papel central dos criadores dentro da cultura gamer atual.
Eles não são apenas divulgadores de jogos, mas atuam como mediadores entre público e produto, formadores de opinião e verdadeiros pontos de encontro para comunidades.
Isso explica por que muitas campanhas e lançamentos hoje passam primeiro pelos creators e só depois chegam ao público mais amplo.
Entender o público é o ponto de partida
Um dos pontos mais práticos da discussão foi a necessidade de conhecer profundamente o público.
Isso passa por entender onde ele está, quais plataformas usa e com que tipo de conteúdo se conecta. Como destacou o palestrante, não basta produzir, é preciso saber onde está a atenção do jogador e como capturá-la.
Patrício também reforçou que um dos erros mais comuns dos estúdios é não compreender o comportamento do público-alvo. Isso inclui desde hábitos de consumo até fatores mais concretos, como momentos de maior disponibilidade, por exemplo, datas de recebimento de salário, que impactam diretamente nas decisões de compra dentro dos jogos.

Outro ponto recorrente foi a forma de construir conexão.
Criar conteúdo para o usuário, e não para a plataforma, apareceu como uma diretriz central. Isso significa usar referências que já fazem parte do repertório da comunidade e iniciar a comunicação de forma mais próxima e reconhecível.
Além disso, a qualidade da presença digital foi destacada como mais relevante do que volume. Não se trata de publicar mais, mas de gerar interações que façam sentido.
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Como reforçou Mayara Bastos, o jogador busca valor na interação, e nem sempre esse valor está apenas no jogo, mas na experiência ao redor dele.
Relação direta: o diferencial dos games
Um ponto que atravessou toda a conversa foi a natureza única dos videogames.
Diferente de outras mídias, o jogador não é apenas espectador — ele é o protagonista. Essa relação direta muda a forma como conteúdo, comunidade e engajamento funcionam.
Isso torna a conexão mais intensa, mas também mais exigente.
Comunidade como modelo de negócio
Na conversa após o painel, Patrício destacou que a comunidade deixou de ser apenas um ativo de engajamento e passou a ser base de monetização.
Isso aparece em diferentes formatos:
- conteúdos exclusivos
- parcerias com marcas
- eventos e experiências ao vivo
- apoio direto do público
No cenário brasileiro, onde o consumo de games é alto e o mobile domina, essa lógica ganha ainda mais força: o vínculo com o creator muitas vezes pesa mais do que o próprio jogo.
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Alinhamento entre estúdios e creators
Outro ponto relevante foi a relação entre estúdios e criadores.
Segundo Guilherme Dante, esse processo exige transparência e alinhamento. O briefing precisa considerar o momento do jogo, o perfil do creator e as expectativas de ambos os lados.
Além disso, a quantidade de criadores envolvidos em uma campanha também impacta esse alinhamento: quanto maior o número, maior o desafio de manter consistência na comunicação.
O que a palestra indica
A discussão apresentada na gamescom latam reforça uma mudança clara: o centro da indústria não está apenas nos jogos, mas nas pessoas que criam, compartilham e mantêm esses espaços ativos.
Para quem acompanha o evento, o recado é direto: entender games hoje passa necessariamente por entender a comunidade. E isso vai muito além de “deixar o like”.
A comunidade vai além do algoritmo.
Lucas Soares
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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