O maior vulcão do Sistema Solar esteve ativo por mais de 3 bilhões de anos

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O maior vulcão conhecido do Sistema Solar, o Olympus Mons, em Marte, continua chamando a atenção de cientistas por suas dimensões fora do padrão terrestre e por indícios de atividade relativamente recente. A estrutura é um vulcão em escudo com cerca de 600 quilômetros de diâmetro e altitude estimada em 21 quilômetros, segundo observações orbitais.

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O interesse pelo fenômeno cresce porque sua formação começou há aproximadamente 3,5 bilhões de anos, mas há indícios de fluxos de lava muito mais recentes, possivelmente entre 25 milhões e até 2 milhões de anos atrás. Além disso, estudos também identificaram a presença inesperada de geada em sua região equatorial, algo considerado incomum.

As informações foram reunidas a partir de imagens e análises de missões orbitais da Agência Espacial Europeia, indicando que o relevo marciano ainda guarda processos geológicos que desafiam expectativas anteriores sobre o planeta.

Para quem tem pressa:

  • O Olympus Mons é o maior vulcão do Sistema Solar, com dimensões comparáveis ao estado do Arizona e altitude que supera qualquer montanha conhecida;
  • Há indícios de atividade vulcânica recente e fenômenos inesperados como geada em região equatorial de Marte;
  • Duas crateras do vulcão podem estar ligadas a meteoritos marcianos encontrados na Terra, revelando conexão direta com nosso planeta.

Gigante geológico de Marte e suas características extremas

Solo marciano
Solo marciano com vulcões em evidência – (Divulgação: ESA/DLR/FUBerlin/AndreaLuck CC BY)

O Olympus Mons é descrito como uma formação vulcânica de proporções sem paralelo no Sistema Solar. Sua base atinge aproximadamente 600 quilômetros de extensão, dimensão comparável ao território do estado norte-americano do Arizona, enquanto sua altura o coloca como a montanha mais elevada já registrada no sistema planetário.

Se fosse replicado na Terra, mantendo suas proporções relativas, o vulcão alcançaria cerca de 40 quilômetros de altura, superando em múltiplas vezes o Everest e até estruturas como Mauna Kea. Apesar de sua grandiosidade vertical, suas encostas são tão suaves que um observador no topo teria um horizonte limitado a poucos quilômetros de distância.

Atmosfera marciana
Atmosfera marciana – (Divulgação: ESA/DLR/FUBerlin/AndreaLuck CC BY)

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Além de sua forma, sua origem remonta a bilhões de anos de atividade vulcânica contínua. Evidências apontam que o processo de construção da montanha começou há cerca de 3,5 bilhões de anos, com episódios de emissão de lava que podem ter ocorrido em tempos geologicamente recentes.

Outro elemento que chama a atenção é a presença de geada em regiões próximas ao equador marciano. Essa descoberta contraria expectativas anteriores, já que a combinação de radiação solar e atmosfera rarefeita deveria dificultar esse tipo de formação.

Pesquisas associam ainda duas crateras presentes na estrutura, conhecidas como Karzok e Pangboche, à origem de meteoritos marcianos encontrados na Terra, chamados shergottitos, reforçando a ligação direta entre o vulcão e materiais que chegam ao nosso planeta.

Wagner Edwards

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

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