O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu, no primeiro semestre deste ano, a habilitação de 891 participantes no uso do STJ Logos, ferramenta de inteligência artificial (IA) generativa desenvolvida pela corte para dar mais eficiência à análise de processos e à elaboração de minutas de decisões.
Os participantes das 33 turmas da Oficina STJ Logos para Gabinetes atuam nos gabinetes dos ministros das três seções do tribunal (direito público, direito privado e direito penal) e na Assessoria de Admissibilidade, Recursos ##Repetitivos## e Relevância (ARP).
Os encontros de capacitação foram realizados presencialmente entre abril e junho. Um dos principais objetivos das últimas turmas foi elevar o esforço de integração e expansão do conhecimento técnico para toda a força de trabalho dos gabinetes, com foco em alcançar um maior número de servidores.
O formato presencial – fruto de um trabalho de mobilização realizado conjuntamente pela Assessoria de Cooperação Técnica e Eventos Especiais (AEE), pela Assessoria de Inteligência Artificial (AIA) e pelo Centro de Formação e Gestão Judiciária (Cefor) – foi preservado para facilitar a integração das equipes e para promover a uniformização do conhecimento sobre as funcionalidades disponíveis para uso. Nas aulas, os participantes puderam explorar o potencial das ferramentas e compreender melhor as possibilidades de integração da IA generativa na rotina de trabalho, bem como os riscos envolvidos e os cuidados necessários.
Experiência e conhecimento técnico dos instrutores enriqueceram a capacitação
A oficina contou com a atuação de oito instrutores, que combinavam experiência no fluxo de trabalho dos gabinetes e conhecimento técnico do STJ Logos para oferecer orientações práticas e contextualizadas, alinhadas às demandas reais do tribunal e ao uso estratégico da ferramenta.
O instrutor João Wesley de Castro, lotado no gabinete do desembargador convocado Luís Carlos Gambogi, comentou que a oficina ofereceu oportunidades de uso da ferramenta para incremento da produtividade no gabinete, além de trazer um potencial resultado prático de maior uniformidade às decisões.
Ainda de acordo com o instrutor, além de disseminar as potencialidades do Logos entre os participantes, as aulas buscaram estimular os usuários a desenvolverem seus próprios comandos (prompts) para uso no Painel de Controle.
Oficina enfatizou o uso responsável da IA no apoio à atividade judicial
Já a instrutora Isabela Cavalcanti, lotada no gabinete da ministra Maria Thereza de Assis Moura, avaliou que a oficina cumpriu o importante papel de nivelar conhecimentos entre os participantes. “Cada servidor trouxe perspectivas diferentes sobre sua rotina, o que enriqueceu muito o debate e ampliou minha própria visão sobre as diversas possibilidades de utilização da ferramenta”, completou.
Ressaltando a importância do uso responsável da IA, Isabela afirmou que ela deve servir como apoio aos usuários, sem substituir a atividade humana. “O Logos nos auxilia a extrair dados objetivos do processo, organizar informações e aumentar a produtividade, mas a análise jurídica, a interpretação e a decisão continuam sendo essencialmente humanas”, destacou.
A qualificação dos servidores terá continuidade na primeira quinzena de agosto, com a realização de três novas oficinas presenciais voltadas a representantes dos gabinetes de cada seção especializada do tribunal, reforçando o compromisso do STJ com a inovação tecnológica e a excelência na prestação jurisdicional.











