Pesquisadores da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e do Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT) participaram do IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos, realizado entre os dias 1º e 3 de setembro, em Luís Eduardo Magalhães (BA). O encontro é o maior evento científico e técnico dedicado ao tema no Brasil e reúne profissionais, empresas e instituições de pesquisa do agronegócio no coração do MATOPIBA.
Durante a programação, foram apresentados os resultados de pesquisas realizadas nos CTECNOs Parecis e Araguaia. Entre os temas dos trabalhos estavam o efeito do calcário na correção dos atributos de acidez do solo e na eficiência do uso do fósforo, o impacto de diferentes sistemas de produção em solos de textura leve e a resposta da cultura do gergelim à adubação nitrogenada e sulfurada.
O simpósio reuniu cerca de 400 participantes e mais de 20 palestrantes em quatro workshops temáticos sobre física do solo, fertilidade e nutrição de plantas, corretivos, fertilizantes e saúde do solo.
Passaram pela programação especialistas de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e a Fundação Bahia. Cada bloco foi encerrado com um debate entre pesquisadores, consultores e produtores da região.
“Esse evento é muito importante porque é dedicado exclusivamente à discussão do manejo dos solos arenosos, que é a realidade de muitos produtores em Mato Grosso”, afirma a pesquisadora da Aprosoja MT e do Iagro MT, Daniela Facco.
O terceiro e último dia foi dedicado às atividades de campo, com estações práticas sobre classes e perfis de solo, dinâmica da água, compactação e matéria orgânica em sistemas de produção.
“Foram discutidos temas do ponto de vista do comportamento físico, químico e biológico desses solos, além de sistemas de produção. No dia de campo, visitamos uma fazenda para conhecer de perto o perfil do solo e os sistemas adotados”, completa.













