A família Anese começou a jornada em Mato Grosso com coragem e perseverança. Em mais um episódio do quadro “Legado que Construímos”, o delegado do núcleo de Querência da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luis Paulo Anese, contou a história de como a família iniciou na agricultura.
Os patriarcas da família Anese se mudaram do Rio Grande do Sul para Mato Grosso em busca de uma oportunidade para seguir o legado da família na agricultura. Luis Paulo explicou que os pais, inicialmente, foram para Sorriso, mas, após ouvirem sobre novas oportunidades de terras boas e baratas em Querência, venderam o que haviam conquistado em Sorriso e se arriscaram em uma nova propriedade na Região Leste de Mato Grosso.
“Meu pai nasceu lá em Jaguari, na região do Rio Grande do Sul, minha mãe também. Na década de 1980, ele e meu tio, que mora em Sorriso hoje, pegaram um fusca e subiram para conhecer Mato Grosso. Vieram para Sorriso e gostaram. Em 1988, eles compraram e, no ano de 1999, meu pai ficou sabendo que aqui em Querência tinha terra boa e barata para comprar. O pai veio em 1999, veio conhecer aqui e gostou muito. Querência é muito plana, uma região muito boa, terra boa também. Acabou vendendo a parte dele em Sorriso e comprou aqui”, contou.
Após adquirirem a propriedade em Querência, a família voltou para o Rio Grande do Sul, mas Luis e o irmão mais velho Tiago Anese retornaram para tocar a propriedade. Entre 2008 e 2009, o trabalho na agricultura voltou pelas mãos dos filhos. Luis se formou em Agronomia e Tiago em Técnico em Agropecuária. Com essa formação, os dois resolveram continuar o trabalho iniciado pelos pais.
O irmão mais velho, Tiago, contou que foi a coragem e a perseverança dos pais que ele e o irmão herdaram. Para retomar as atividades em Querência, os irmãos precisaram enfrentar desafios e seguir os ensinamentos recebidos dentro de casa.
“O que veio da nossa família, do nosso pai, da nossa mãe é a coragem e a luta que fizeram com que acontecesse, que fizeram com que a gente estivesse hoje em um lugar abençoado. Então, eu acho que isso foi muito importante. Tudo o que o pai passou para nós, a coragem de continuar com esse legado e enfrentar tudo o que foi enfrentado”, disse Tiago Anese.
Com toda a trajetória e inspiração da família, Luis Anese contou que aprendeu desde cedo o valor de ser trabalhador. Segundo ele, os ensinamentos recebidos dos pais também serão transmitidos aos filhos, para que conheçam a própria história e saibam de onde vieram.
“Meu pai sempre falava: ‘sejam honestos, sejam honrados, trabalhem pela família, cultivem bem e plantem bem que sempre vão vir resultados’. O produtor é nada mais, nada menos que um cientista do solo. A gente cultiva e ajuda a cuidar do solo para proteger a natureza. Desde pequeno, desde o Rio Grande do Sul, a gente cultiva, a gente plantava soja, trigo, milho junto com a família. Então, hoje é um segmento, a gente não pensou em ter outra profissão a vontade é sempre de plantar e de colher, é aquela alegria. Mesmo em tempos difíceis, a gente segue firme, porque é um legado que a gente vem seguindo há vários anos e vai passar isso para os filhos, com certeza”, afirmou.
A história da família Anese mostra que o legado construído no campo vai além da produção. Ele também está nos ensinamentos transmitidos entre gerações, na coragem para recomeçar e na escolha de continuar uma trajetória iniciada pelos pais. Em Querência, Luis e Tiago seguem escrevendo essa história, agora com o compromisso de levar os mesmos valores aos filhos.













