Cinco candidatos participaram do encontro promovido pela TV Vila Real; mudanças no Supremo e processos de impeachment estiveram entre os principais assuntos
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi um dos principais temas do debate entre candidatos ao Senado por Mato Grosso realizado nesta quinta-feira (17), pela TV Vila Real, em Cuiabá.
Participaram do encontro Antônio Galvan (Avante), Carlos Fávaro (PSD), José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP) e Pedro Taques (PSB). Os candidatos Mauro Mendes (União Brasil) e Janaína Riva (MDB), também convidados, não participaram do debate.
Ao longo dos blocos, os participantes apresentaram propostas de mudanças na estrutura do STF e discutiram o papel do Senado na análise de eventuais processos de impeachment contra ministros da Corte.
Propostas para mudar regras do Supremo
Pedro Taques defendeu a criação de um limite de permanência dos ministros no STF. Segundo ele, o período deveria ser de 12 anos, além de mudanças nos critérios para escolha dos integrantes da Corte.
José Medeiros apresentou uma proposta para alterar o modelo de indicação dos ministros. Em sua manifestação, defendeu retirar do presidente da República a prerrogativa de indicar diretamente os integrantes do Supremo, sugerindo um processo que não tivesse caráter político.
Margareth Buzetti concentrou sua proposta no funcionamento do Senado. Ela defendeu mudanças no Regimento Interno para estabelecer regras que obriguem a Presidência do Congresso a colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Taques também defendeu que eventuais pedidos de impeachment tenham prazo para serem analisados pelo Senado, mencionando um período de 30 dias.
Carlos Fávaro é questionado durante o debate
O senador Carlos Fávaro foi alvo de questionamentos dos adversários sobre sua posição em relação ao STF e aos pedidos de impeachment de ministros.
Durante o debate, Fávaro afirmou que defende a abertura de processos contra ministros quando houver elementos que justifiquem a medida. A atuação dele no Senado e seu posicionamento diante da atual discussão sobre a Corte foram abordados em diferentes momentos do encontro.
O debate também levou os candidatos a discutirem a relação entre integrantes dos Poderes e episódios envolvendo investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Relações políticas entram no confronto
Além do funcionamento do Supremo, os candidatos trocaram questionamentos sobre alianças políticas e relações com outras figuras públicas.
O nome do ministro Alexandre de Moraes apareceu diversas vezes nas discussões, assim como o do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Os participantes apresentaram diferentes interpretações sobre as relações políticas e institucionais envolvendo o caso.
As falas ocorreram dentro do contexto eleitoral e foram utilizadas pelos próprios candidatos para questionar posições e alianças dos adversários.
Debate também abordou segurança e outros temas
Apesar da predominância das discussões envolvendo o STF, o encontro também passou por temas como segurança pública, violência contra a mulher, agronegócio, infraestrutura e relações comerciais do Brasil com outros países.
Na segurança pública, os candidatos apresentaram propostas diferentes para o combate às organizações criminosas e para o endurecimento das medidas contra crimes considerados graves.
A violência contra a mulher também esteve entre os assuntos discutidos, com Margareth Buzetti defendendo medidas de prevenção e punição aos responsáveis por crimes contra mulheres.
Ausência de dois candidatos
A ausência de Mauro Mendes e Janaína Riva também foi mencionada durante o encontro. Os dois haviam sido convidados, mas não participaram.
Com cinco candidatos no estúdio, o debate teve confrontos diretos entre os participantes e concentrou boa parte das discussões nas mudanças propostas para o STF e na relação entre Senado e Judiciário.













