Visita técnica em Peixoto de Azevedo: Prefeito Paulistinha e empresário cobram soluções para obra da Ação Social abandonada na última gestão

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Em vistoria ao prédio público paralisado e abandonado na última gestão, a administração municipal e o proprietário da empresa executora buscam caminhos legais para retomar serviços, quitar medições em atraso e evitar desperdício de dinheiro público.

Uma visita técnica realizada nesta semana em uma obra pública abandonada na última gestão no município trouxe à tona um cenário de paralisação e prejuízos tanto para a administração municipal quanto para o setor privado. O local, destinado a abrigar a sede da Ação Social, encontra-se inacabado, transformando-se em um “elefante branco” que prejudica diretamente a população que necessita de assistência.

Acompanhado do proprietário da empresa responsável pela execução, Luiz Carlos, o prefeito Paulistinha esteve no local para verificar a real situação do prédio. Segundo o empresário, a obra foi acelerada às pressas durante o período eleitoral da gestão anterior, mas acabou sendo paralisada e abandonada após a mudança de governo.

De acordo com o relato de Luiz Carlos, a empresa acumulou medições não pagas — incluindo valores expressivos referentes a etapas já executadas, como a instalação de coberturas estruturais (tipo telha sanduíche). Além disso, a gestão anterior teria emitido um e-mail solicitando a paralisação por “tempo indeterminado” sob a alegação de falta de recursos para quitação, documento este que carece de formalidades legais adequadas, como prazos definidos para retomada.

Outro ponto crítico levantado durante a inspeção foi o desaparecimento de documentos e contratos nos arquivos da prefeitura, além de impasses envolvendo outras obras do município, como a Escola Luciene, que também enfrenta atrasos e aditivos pendentes de cumprimento.

Compromisso com a legalidade e retomada da obra

Durante a visita, o prefeito Paulistinha enfatizou que o objetivo da atual gestão não é travar o desenvolvimento, mas sim corrigir irregularidades e garantir que o direito dos prestadores de serviço seja respeitado dentro da legalidade.

“O que não pode é dinheiro público ser colocado aqui e o empresário, que prestou o serviço, ficar sem receber. Vou ter que fazer um levantamento de quanto se gasta para terminar essa obra. Não quero que aqui vire um elefante branco. Da minha parte, o senhor nunca vai ver eu barrar nada que é certo; só será barrado se houver algo errado”, afirmou o prefeito.

Paulistinha informou ainda que viajará a Cuiabá para se reunir com os órgãos competentes a fim de averiguar o andamento de processos retidos, resolver questões relacionadas aos aditivos e buscar um arranjo jurídico viável.

A intenção da administração municipal é auditar a documentação existente, apurar as medições validadas, avaliar a viabilidade de retomar o contrato anterior e estabelecer um cronograma definitivo para que o prédio da Ação Social seja finalmente entregue à população de Peixoto de Azevedo.

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