Com pouca experiência na elite, centenário Instituto surpreende com melhor campanha na Argentina

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O futebol dentro da Argentina pode não viver o seu melhor momento, com gigantes se alternando em crises e seca longa na Libertadores. Mas, como o futebol brasileiro, os nossos hermanos se orgulham da competitividade em um campeonato que tem sido prolífico em surpresas. A mais nova atende pelo nome de Instituto Atlético Central Córdoba.

No inflado Campeonato Argentino, sempre difícil de decifrar pelas constantes mudanças de formato e regulamento, 30 clubes entraram na disputa do atual Clausura, divididos em dois grupos. Nenhum deles com campanha melhor do que a do Instituto.

E se o nome do clube pouco diz ao leitor, certamente não estará sozinho nesta sensação. Afinal, o Instituto está mais acostumado a atuar nas divisões inferiores da Argentina e só conseguiu se firmar na elite a partir de 2023, embora tenha figurado na competição durante a década de 80 e início do século.

A boa campanha do Instituto é inédita, com 10 vitórias, 2 empates e 2 derrotas em 14 jogos disputados, um aproveitamento distante de qualquer outra participação histórica do clube na primeira divisão. São 32 pontos somados, cinco de vantagem para o Vélez Sarsfield, segundo colocado do grupo A, e quatro a mais que os líderes do grupo B, Rosario Central e Argentinos Juniors.

Fundado em 1918, o clube agora sonha com um feito inédito – um título da primeira divisão argentina. Os troféus mais relevantes do clube foram na segunda divisão – campeões em 1999 e 2004.

Filho de Galhardo e promessa alvo do Flamengo

Nas fileiras do Instituto não estão nomes conhecidos, embora o clube tenha tradição de revelar talentos no passado, como Mario Kempes e Osvaldo Ardiles. O destaque da campanha tem sido a solidez defensiva, além de um jovem atleta que vem ganhando aos poucos os holofotes e chegou a estar na mira do Flamengo: Alex Luna, de 22 anos.

Atuando normalmente pelo lado esquerdo do campo, seja como meia ou mais adiantado no terreno, Alex Luna contribuiu com dois gols e três assistências em 13 partidas, além de grandes atuações. Um desempenho que chegou a fazer o Rubro-Negro avaliar o atleta como “plano B” para Thiago Almada – nenhuma das negociações vingou.

Além de Luna, cria do Atlético Rafaela, o Instituto tem um atleta “da casa” em pleno crescimento: Jeremías Lázaro, também de 22 anos, e que vem de uma série de três gols e uma assistência nos últimos quatro jogos.

Outro jovem atleta em destaque é Matías Gallardo, com os mesmos 22 anos. Gallardo é titular na equipe e herda o nome de seu pai mais famoso, Marcelo, ídolo no futebol argentino e em especial no River Plate.

Campeões inéditos viram regra

O sonho do Instituto de título argentino ainda está distante, embora o histórico recente demonstre que há motivos para ter esperanças. Campeões inéditos tem sido quase a regra nos últimos anos.

Mesmo em 2026, o Instituto não seria o primeiro campeão argentino inédito… O Belgrano conquistou o feito no meio do ano ao vencer o Apertura. Um ano antes havia sido a vez do Platense e, ainda nesta década, o Colón conquistou seu primeiro troféu da elite.

Apesar da boa campanha, no entanto, o Instituto ainda terá de passar pela provação do mata-mata para tentar fazer história. Os oito primeiros de cada grupo avançam para as oitavas de final. No Apertura os líderes dos grupos acabaram eliminados logo nesta fase…

Notícias ogol.com.br

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