Na segunda convocação pós-Copa do Mundo, Carlo Ancelotti reafirmou o seu compromisso com a renovação da seleção brasileira e promoveu outra série de estreias para a última Data Fifa de 2026. Além das novidades, o treinador valorizou a presença de 15 jogadores sub-23 na lista e reforçou a sua confiança nos jovens com pouca minutagem neste início de temporada europeia.
Pilares da renovação da Amarelinha, Estêvão e Endrick começaram a temporada escanteados no banco de reservas de Chelsea e Real Madrid, respectivamente. Apesar das poucas oportunidades com os novos treinadores, as duas joias receberam mais um voto de confiança de Ancelotti, que respaldou a continuidade no amadurecimento com a seleção.
Na entrevista coletiva após o anúncio da convocação, o técnico italiano reforçou a confiança nos dois jogadores e apostou no ambiente da seleção brasileira como uma oportunidade de recuperar a confiança.
“Eu tenho uma ideia que com um olho tem que olhar para trás e com o outro olhar para frente. Endrick e Estêvão deveriam ter minutos, não pelo momento, mas para suas evoluções como jogadores. Mas também chegam frescos e podem fazer boas atuações pela seleção. Vai ser bom para eles estarem conosco”, avaliou Ancelotti.
Estêvão e Endrick lideram a lista dos jogadores convocados com menos minutos em campo na temporada europeia e os únicos com menos de 180 minutos.
Sob o comando de José Mourinho, Endrick ainda não caiu nas graças do treinador e perdeu lugar na fila com o início avassalador de Carlos Espí. O brasileiro jogou apenas 106 minutos dos 13 jogos disputados pelo Real Madrid.
O atacante teve papel fundamental na vitória de virada contra a Roma, pela Liga dos Campeões, e marcou o seu único gol até aqui na temporada. Na partida seguinte, Endrick recebeu a primeira chance como titular e atuou 69 minutos contra o Sevilla, mas depois voltou a ser arquivado no banco de reservas.
Estêvão vive situação semelhante em Londres. O novo treinador do Chelsea, Xabi Alonso, ainda não foi cativado pelo atacante que terminou a temporada passada como titular, antes de sofrer a lesão que o tirou da Copa do Mundo.
Com a camisa do Blues, o brasileiro soma 172 minutos em campo, sendo titular em dois jogos pela Copa da Liga e o restante em escassos momentos na reta final de jogos da Premier League. Estêvão ainda não marcou na temporada.
Em minutagem, Endrick e Estêvão ficam atrás inclusive da dupla, também revelada no Palmeiras, que está na sua primeira temporada desde o início no Manchester City. Apesar de ocuparem papéis de amadurecimento no elenco profissional, Vitor Reis e Allan Elias somam mais oportunidades com Enzo Maresca, do que os compatriotas com mais experiência no futebol europeu.
| Jogador | Clube | Minutos em campo |
|---|---|---|
| Endrick | Real Madrid | 106 minutos |
| Estêvão | Chelsea | 172 minutos |
| Vitor Reis | Manchester City | 229 minutos |
| Allan Elias | Manchester City | 232 minutos |
| Andrey Santos | Manchester United | 490 minutos |
Rechaçados no banco de reserva dos seus clubes, Endrick e Estêvão ainda são os pilares de Carlos Ancelotti na renovação da seleção brasileira. O atacante do Chelsea foi o principal artilheiro do início da Era-Ancelotti e teve uma sua ausência irreparável na Copa do Mundo.
No momento de testes da seleção brasileira, a falta de minutagem não abala a confiança de Ancelotti. Cabe saber se após o período, a falta de amostras pelos seus clubes pode pesar na concorrência com nomes jovens ou o retorno de experientes.
Em novembro, as duas joias terão uma nova oportunidade de justificar a aposta do treinador e recuperar com a Amarelinha o protagonismo que alavancou a expectativa nos dois jogadores.












