A Prefeitura de Colíder passou a realizar nesta semana, através da Secretaria Municipal de Saúde, cirurgias de cabeça e pescoço pelo programa Fila Zero, incluindo procedimentos de tireoide até então não oferecidos no município. A nova especialidade integra a ampliação do atendimento cirúrgico no Hospital Santa Inês, que realizou mais de 130 cirurgias somente em outubro de 2026, segundo a coordenação local do programa.
A ação atende moradores de Colíder e também pacientes encaminhados de outros municípios. A médica Ana Elis, especialista em cirurgia geral e cirurgia de cabeça e pescoço, participa dos procedimentos. De acordo com a enfermeira Aline Lopes, do Fila Zero, foram realizadas três cirurgias de cabeça e pescoço e cinco punções aspirativas por agulha fina (PAAF), utilizadas na investigação de alterações, entre elas as da tireoide.
A gestão municipal argumenta que incorporar intervenções de maior complexidade à programação municipal reduz uma dificuldade enfrentada por pacientes que dependem da rede pública. “São cirurgias que antes exigiam que o paciente procurasse atendimento fora. Conseguimos trazer essa especialidade para Colíder e dar condições para que essas pessoas façam o tratamento mais perto de casa”, diz.
MAIS ESPECIALIDADES
A programação do Fila Zero contempla ainda oftalmologia, otorrinolaringologia, ortopedia, cirurgia geral, ginecologia, urologia e cirurgia vascular. Para esta quinta-feira (29/10), estavam programadas oito cirurgias de otorrinolaringologia. A realização das operações depende da avaliação médica, da regulação dos pacientes e da programação de cada especialidade.
Benassi também acompanha pacientes no período pós-operatório no Hospital Santa Inês. Segundo o prefeito, as visitas ajudam a verificar de perto como ocorreu o atendimento. “Eu gosto de conversar com quem acabou de passar pela cirurgia, saber como foi recebido, como foi o tratamento e se teve alguma dificuldade. É ali que a gente consegue ouvir de quem realmente está usando o serviço”, explica.
O Hospital Santa Inês participa da execução do programa e concentra etapas de preparação, realização dos procedimentos e acompanhamento após as cirurgias, com atuação de médicos, profissionais de enfermagem e demais integrantes das equipes assistenciais.
PACIENTES DE FORA
A oferta de cirurgias em Colíder também tem recebido pacientes de outros municípios. José de Oliveira, morador de Juara, procurou o município para realizar uma cirurgia de cálculo renal após enfrentar dificuldades para conseguir o procedimento em sua cidade. “Eu sofria muito e lá estava difícil. Aqui consegui mais rápido, fiz a cirurgia e agora estou me recuperando. Fico muito contente com o atendimento que recebi em Colíder”, relata.
Outra paciente, Geralda Rodrigues Salvador, aguardava havia um ano e três meses por uma cirurgia renal antes de conseguir realizar o procedimento em Colíder. Ela conta que enfrentou cerca de quatro horas de viagem para chegar ao município e avalia positivamente o atendimento recebido. “Deu tudo certo. Estou saindo feliz e sem dor”, enfatiza.
CIRURGIAS INÉDITAS
A realização de cirurgias eletivas em Colíder ganhou força a partir da articulação conduzida pelo prefeito Rodrigo Benassi com o Governo de Mato Grosso, a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Santa Inês. O trabalho saiu do papel em 7 de maio de 2026, com as primeiras cinco cirurgias ortopédicas do Fila Zero.
A partir daí, o programa ganhou novas etapas, ampliou o número de operações e passou a atender pacientes que, em alguns casos, aguardavam desde 2016 por uma cirurgia. Benassi colocou a redução da demanda reprimida entre as prioridades da administração e acompanhou de perto a organização do serviço, desde a articulação institucional até a execução das etapas no Hospital Santa Inês.
Em junho, uma nova programação previu mais de 30 cirurgias ortopédicas; em julho, foram realizados 20 procedimentos de otorrinolaringologia em dois dias. Em agosto, o hospital contabilizou outros 27 procedimentos de otorrinolaringologia e cinco cirurgias gerais. A sequência mostra que a iniciativa deixou de ser uma ação pontual e passou a incorporar outras especialidades oferecidas em Colíder.
O avanço também aparece no volume mais recente de atendimentos. Somente em outubro, mais de 130 cirurgias haviam sido realizadas no Hospital Santa Inês pelo programa, segundo a coordenação local do Fila Zero. “Manter esses procedimentos em Colíder significa enfrentar uma espera acumulada durante anos e evitar que moradores precisem procurar tratamento em outros centros”, aponta Rodrigo Benassi.
Redação: Assessoria











