Sob a condução do mestre da cultura e líder tradicional Cacique Korotowi Ikpeng, o povo Ikpeng terá mais uma de suas tradições eternizadas no audiovisual. O documentário Panango Atpotpot, dos mesmos produtores de Mel da Floresta – Xingu, vai acompanhar a Festa da Furação de Orelha, um dos ritos de passagem mais importantes e simbólicos da cultura Ikpeng e do Xingu.
A obra foi contemplada no Edital de Seleção Pública nº 14/2023/SECEL-MT – Fomento Audiovisual – Linha Documentário Étnico, com recursos da Lei Paulo Gustavo. O projeto tem como proponente a jornalista e produtora Camila Galvão, direção de Leonardo Sant’Anna, direção de produção de Jorge Sepulveda, e participação central e imprescindível do Cacique Korotowi, liderança e mestre dos saberes ancestrais Ikpeng.
“Ter o Cacique Korotowi conduzindo essa narrativa é uma honra imensurável. Ele não é apenas personagem ou colaborador, é protagonista, dono da palavra, da memória e do saber que esse filme vai compartilhar com o mundo”, afirma Camila Galvão, proponente do projeto.
“Panango Atpotpot nasce do mesmo compromisso que tivemos com Mel da Floresta – Xingu: registrar, valorizar e amplificar as vozes, saberes e ritos que fazem parte da resistência dos povos indígenas do Xingu”, completa.
As gravações estão previstas para acontecer em julho de 2025, no território Ikpeng, dentro do Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso. O documentário acompanhará todos os preparativos, rituais, simbolismos e significados da Festa da Furação de Orelha, que marca a transição da infância para a vida adulta dentro da cultura Ikpeng, fortalecendo a identidade, a coletividade e a continuidade dos saberes ancestrais.
Jorge Sepúlveda reforça que o filme mantém a mesma essência do trabalho anterior. “É uma continuidade do que começamos em Mel da Floresta – Xingu, um cinema que escuta, observa, aprende e devolve, em imagem e som, aquilo que os povos querem comunicar ao mundo”, afirma.
Além de Panango Atpotpot, a mesma equipe desenvolve, em paralelo, o documentário “BR-163 – A Luta pela Vida”, dirigido por Sepúlveda, obra que denuncia os impactos da expansão da rodovia BR-163 sobre as florestas, os territórios e os povos da Amazônia e do Centro-Oeste brasileiro.
O documentário étnico Panango Atpotpot está atualmente em fase de desenvolvimento, com previsão de expedição audiovisual em julho de 2025. Ainda não há previsão de lançamento, mas a obra já projeta circulação em festivais, mostras, circuitos culturais e plataformas audiovisuais.
“Estamos muito conscientes da responsabilidade de contar essa história. Esse filme é mais uma ponte que se constrói entre mundos, sempre com respeito, escuta e muito aprendizado”, conclui Camila Galvão.
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