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A Claro foi a campeã de crescimento no mercado de celulares em 2025 ao atrair 2,5 milhões de novos clientes. Para você ter ideia, o crescimento da operadora foi mais que o dobro do que Vivo (691,6 mil) e TIM (434,8 mil) conseguiram juntas no mesmo período. É o que aponta um relatório recente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
No entanto, a Vivo segue na liderança, com 38% de participação no mercado; seguida pela Claro com 33,1% e a TIM com 23,1%. Ou seja: a Claro foi a operadora que mais “correu” em 2025, mas a Vivo ainda é a maior operadora do Brasil.
Assim, o mercado brasileiro continua concentrado nas mãos de três gigantes, que dominam quase tudo. O que mudou foi a estratégia: em vez de apenas “caçar” qualquer novo cliente, as operadoras agora focam em rentabilidade e na qualidade do sinal 5G.
Foco de operadoras mudou de quantidade para qualidade (e tecnologia 5G)
O mercado de telefonia voltou a crescer um pouco em 2025, mas isso não significa que a concorrência ficou mais aberta. O setor ainda funciona como um oligopólio, no qual poucas empresas mandam. E a disputa agora acontece na oferta de serviços digitais e internet mais rápida. A ideia das operadoras é aumentar a rentabilidade, ou seja, ganhar mais com cada cliente que já possui. Como? Oferecendo planos pós-pagos e pacotes de dados maiores, por exemplo.

No final de 2025, o ritmo de novas assinaturas freou para todo mundo. A Claro viu seus novos acessos caírem para 146,9 mil no último trimestre, queda brusca comparada aos 825 mil que tinha conseguido meses antes. Enquanto a Vivo cresceu menos, a TIM chegou a perder clientes entre outubro e dezembro, fechando o ano com 85,8 mil linhas a menos nesse período.
Além da briga entre as operadoras, a Anatel acendeu um alerta para o mercado de celulares piratas. Aparelhos que entram no país de forma irregular, sem o selo da agência, prejudicam quem trabalha dentro das regras. Isso porque não pagam impostos nem seguem normas técnicas. Como o smartphone hoje é a peça principal para acessar a internet e usar serviços digitais, a agência entende que fiscalizar os aparelhos é tão importante quanto fiscalizar o sinal das antenas.
(Essa matéria usou informações da página da Anatel no site do governo federal e do relatório elaborado pela agência.)








