IA é prioridade do YouTube em 2026

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O CEO do YouTube, Nela Mohan, divulga anualmente uma carta detalhando as prioridades da plataforma para cada ano. Na carta divulgada nesta quarta-feira (21), a inteligência artificial aparece como um dos pilares de 2026. O executivo deu detalhes sobre uma nova fase de integração da IA à criação de conteúdo, com impacto direto no Shorts e no combate aos abusos da própria tecnologia.

Mohan também afirmou que, ainda em 2026, criadores poderão produzir vídeos curtos utilizando versões geradas por IA de sua própria imagem, ao mesmo tempo em que a empresa reforça ferramentas para reduzir imprecisões, identificar deepfakes e conter a disseminação de conteúdo artificial de baixa qualidade.

CEO divulga carta anualmente (Imagem: YouTube/Reprodução)

YouTube Shorts: criadores poderão usar sua própria “imagem digital”

Segundo Mohan, o YouTube permitirá que criadores utilizem representações digitais baseadas em sua própria imagem para produzir Shorts. Basicamente, uma espécie de avatar que pode ser manipulado por IA. A empresa não divulgou detalhes técnicos ou uma data específica de lançamento deste recurso.

Além das semelhanças digitais, os criadores também poderão:

  • Produzir jogos a partir de comandos em texto, recurso que já está em testes fechados;
  • Fazer testes com música gerada por IA;
  • Utilizar ferramentas já existentes, como dublagem automática, chatbot de análise de canais e geração de clipes por IA para Shorts.

A estratégia reflete a aposta do YouTube em ampliar o uso criativo da IA sem substituir o papel humano. Mohan destacou que a tecnologia deve ser vista como um instrumento de apoio, não como um substituto para os criadores.

Neal Mohan detalhou estratégia do YouTube para 2026, com foco em IA e vídeos curtos (Imagem: YouTube/Reprodução)

Combate ao AI slop e deepfakes

Com o avanço da IA generativa, o YouTube enfrenta um crescimento acelerado de vídeos produzidos artificialmente. Esse fenômeno inclui grandes volumes de conteúdo repetitivo, superficial ou enganoso, o chamado “AI slop”.

Mohan reconheceu que o setor chegou a um “ponto de inflexão”, no qual se torna cada vez mais difícil distinguir o que é real do que foi criado artificialmente. Para lidar com isso, o YouTube afirma estar aprimorando sistemas para combater deepfakes, spams e clickbaits; reduzindo a circulação de vídeos repetitivos e de baixa qualidade; exigindo que criadores informem quando um conteúdo foi alterado ou gerado por IA; e removendo “mídia sintética prejudicial” que viole as diretrizes da plataforma.

Uma das frentes centrais do YouTube é a identificação do uso indevido da imagem de criadores. Em dezembro, a empresa anunciou a expansão de um sistema de detecção de semelhança, capaz de identificar quando o rosto de um criador é usado sem autorização em deepfakes. O recurso está sendo liberado de forma gradual para os participantes do Programa de Parcerias da plataforma.

Mohan afirmou que reduzir a “imprecisão da IA” e aumentar a confiança no conteúdo exibido são prioridades estratégicas, tanto para usuários quanto para anunciantes.

IA foi destaque na plataforma em 2025 (Imagem: YouTube/Reprodução)

Shorts ganham novos formatos

Os vídeos curtos seguem no centro da estratégia do YouTube. De acordo com Mohan, o Shorts já registra uma média de 200 bilhões de visualizações diárias. Ainda este ano, a empresa pretende integrar novos formatos diretamente ao feed, incluindo publicações baseadas em imagens, ampliando as possibilidades de engajamento.

A plataforma também observa uma adoção massiva de suas ferramentas de IA: em média, mais de 1 milhão de canais utilizaram recursos de criação com IA diariamente em dezembro.

Na carta, Mohan ainda descreveu os criadores como “as novas estrelas e estúdios”, afirmando que muitos já operam estruturas comparáveis a grandes estúdios de produção, com foco em formatos sofisticados e programas de alto nível técnico. O YouTube também pretende ampliar as formas de monetização, incluindo parcerias com marcas e recursos de financiamento coletivo, como Joias e presentes virtuais.

Outro eixo citado como prioridade é tornar a plataforma mais adequada para crianças e adolescentes, facilitando a criação e a gestão de contas infantis pelos pais.

Olhar Digital

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