A tela colossal de LED que substituiu o fundo verde e mudou o jeito de gravar Star Wars

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Entenda como o StageCraft e as telas de LED gigantes substituíram o fundo verde em Star Wars, criando cenários realistas e reflexos perfeitos em tempo real

A tela colossal de LED que substituiu o fundo verde e mudou o jeito de gravar Star Wars
The Volume substitui o fundo verde por cenários digitais imersivos em tempo real – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

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O fundo verde está com os dias contados em Hollywood graças a uma inovação vinda de uma galáxia muito distante. A tecnologia conhecida como “The Volume” está transformando os sets de filmagem em experiências imersivas sem precedentes para atores e diretores.

O fim do fundo verde e a ascensão do StageCraft

De acordo com um artigo técnico sobre o StageCraft, a integração de motores de jogos em tempo real com painéis de LED de alta resolução permite que cenários digitais sejam projetados com profundidade e perspectiva fotorrealista durante a gravação.

A tecnologia de produções virtuais com LED volumes (como o StageCraft da ILM usado em The Mandalorian) não é mais visão de futuro — ela se tornou uma ferramenta estabelecida e em expansão na indústria cinematográfica e televisiva, e está acelerando a substituição do fundo verde tradicional.

Segundo relatórios de produções cinematográficas de 2024-2025, inúmeros filmes e séries usam estágios de produção virtual com LED como alternativa ao chroma key tradicional (green screen) — incluindo grandes títulos recentes e futuros (como Godzilla vs. Kong, Snow White, Superman e Mufasa).

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    Cenários em Tempo Real

    Ambientes digitais são renderizados instantaneamente conforme o movimento da câmera principal.

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    Interação Ator-Ambiente

    O elenco consegue visualizar o planeta ou cenário onde a cena ocorre, eliminando a atuação no vácuo.


  • Iluminação Orgânica

    A luz emitida pelos painéis de LED ilumina os atores de forma natural, respeitando as cores do cenário.

A tela colossal de LED que substituiu o fundo verde e mudou o jeito de gravar Star Wars
Atores interagem com ambientes virtuais reais diretamente no set de gravação – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Reflexos perfeitos e o fim do pesadelo cromático

Um dos maiores desafios ao usar o fundo verde tradicional em produções como “The Mandalorian” seria a armadura metálica do protagonista. Superfícies reflexivas captam o verde do estúdio, exigindo um trabalho exaustivo de correção de cor na pós-produção para remover manchas indesejadas.

Com o sistema de painéis LED, esse problema desaparece. A armadura de Beskar reflete exatamente o que está sendo projetado nos painéis ao redor, seja o sol binário de um deserto ou as luzes de uma cidade futurista. Isso traz ganhos visuais nítidos:

  • Fidelidade extrema em superfícies metálicas e vidros.
  • Redução drástica no tempo de renderização de efeitos visuais.
  • Possibilidade de alterar a hora do dia no cenário com apenas alguns cliques.

Comparativo entre produções tradicionais e o uso do The Volume

A transição para essa nova metodologia de gravação traz mudanças significativas no fluxo de trabalho de uma grande produção cinematográfica. Veja abaixo as principais diferenças operacionais:

Característica Fundo Verde Tradicional Tecnologia The Volume
Visualização no Set Imaginária (vazio verde) Realista (cenário visível)
Iluminação Artificial e externa Integrada e emitida pelos painéis
Pós-produção Lenta e complexa Ágil e focada em refinamentos
Reflexos em Objetos Removidos digitalmente Capturados organicamente
A tela colossal de LED que substituiu o fundo verde e mudou o jeito de gravar Star Wars
Tecnologia com painéis de LED revoluciona a forma de filmar em Hollywood – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

O futuro das produções cinematográficas em Hollywood

O sucesso dessa tecnologia em Star Wars abriu portas para que outras grandes produções adotassem o modelo. Séries como “House of the Dragon” e filmes de super-heróis já utilizam versões personalizadas dessas paredes de LED para garantir mais realismo e controle criativo aos diretores.

A tendência é que o custo desses painéis diminua com o tempo, permitindo que produções menores também abandonem o cromaqui. O resultado final para o espectador é uma imersão muito mais profunda, onde a fronteira entre o que é real e o que é digital se torna praticamente invisível aos olhos humanos.

Leia mais:

Joaquim Luppi

Colaboração para o Olhar Digital

Joaquim Luppi é colaborador do Olhar Digital. Técnico em Informática pelo IFRO, atua em instalação e manutenção de computadores, redes, sistemas operacionais, programação e desenvolvimento full-stack.

Colaboração para o Olhar Digital

Vanessa Tavares é colaborador no Olhar Digital

Olhar Digital

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