POLÍTICA NÃO É IMPROVISO
A decisão de entrar para a política não pode ser tratada como um impulso momentâneo, nem como uma experiência pessoal de aprendizado. Candidatar-se a um cargo público significa assumir, desde o primeiro dia caso seja eleito, uma função de Estado com impacto direto na vida da população, no uso de recursos públicos e no funcionamento das instituições. Por isso, transformar o mandato em “fase de aprendizado” é uma distorção grave da responsabilidade pública.
Não existe justificativa ética para o improviso no exercício do poder. Governar, legislar ou administrar exige preparo prévio. Exige conhecimento sobre estrutura do Estado, funcionamento da máquina pública, trâmites legais, protocolos institucionais, planejamento, orçamento, políticas públicas e gestão administrativa. Um mandato não é curso introdutório. É exercício pleno de poder público.
Quando pessoas se elegem sem formação mínima, o resultado costuma ser previsível: decisões equivocadas, dependência excessiva de assessorias, desorganização administrativa, perda de eficiência e frustração social. O custo desse despreparo não é individual, é coletivo. Quem paga é a sociedade.
Por isso, a política não pode ser entendida como espaço de improvisação, mas como campo de preparo, formação e responsabilidade institucional. O aprendizado deve anteceder a candidatura, não começar depois da posse.
Nesse contexto, os partidos políticos têm papel decisivo. Não basta lançar nomes competitivos eleitoralmente; é obrigação institucional formar quadros políticos. Todos os partidos sérios possuem fundações e institutos voltados à formação política, exatamente para evitar que mandatos se transformem em experiências amadoras de gestão, pena que poucos candidatos têm este cuidado.
O Brasil possui exemplos claros dessa lógica. O Instituto Ulysses Guimarães, ligado ao MDB, o qual eu estou frequentando, é uma referência nacional nesse processo. Sua atuação não se limita à disputa eleitoral, mas à formação de lideranças públicas preparadas para compreender o funcionamento do Estado, os ritos institucionais, os protocolos administrativos e os fundamentos da gestão pública. O resultado é simples: candidatos mais qualificados e mandatos que já começam com projetos, planejamento e conhecimento técnico, e não com improviso.
A política moderna exige mais do que carisma, visibilidade ou engajamento digital. Exige formação, responsabilidade e consciência institucional. Democracias maduras não são sustentadas por aventureiros eleitorais, mas por lideranças preparadas para exercer o poder com competência e compromisso público.
Preparar-se antes de disputar não é luxo, nem elitismo. É dever ético. É respeito ao eleitor. É compromisso com o dinheiro público. É responsabilidade com o futuro coletivo.
Estou estudando, participando de cursos, eventos e palestras para entender minuciosamente a função e o exercício de ser um político útil a sociedade e ao meu estado. Depois de algumas aulas e eventos já percebi que a política não pode ser um laboratório. O mandato não pode ser estágio. A sociedade não pode ser campo de teste. Formação antes da eleição não é opção é obrigação democrática para pessoas sérias que querem representar bem o seu eleitor.
Por: Luluca Ribeiro









