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Os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Oriente Médio após o presidente Donald Trump ordenar o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln à região. A embarcação, um dos maiores navios de guerra do mundo, chegou ao destino na segunda-feira (26).
Trump afirmou que a decisão foi tomada “por precaução” e que a preferência é evitar uma escalada do conflito. Ainda assim, a intenção é acompanhar “muito de perto” os movimentos iranianos, em meio a protestos contra o governo do Irã e repressão, além da tensão entre as duas nações.
O USS Abraham Lincoln participava de exercícios militares no Mar do Sul da China e iniciou a viagem em direção ao Oriente Médio no início do mês. Além do porta-aviões e suas respectivas tropas, os Estados Unidos transferiram caças e sistemas de defesa aérea para a região como parte do reforço militar.

Conheça o USS Abraham Lincoln
O porta-aviões está em operação desde 1989 e é considerado um dos maiores navios de guerra do mundo. Ele já atuou diversas vezes no Oriente Médio, incluindo missões durante a guerra do Afeganistão após os atentados de 2001 e apoio a uma ação contra o grupo rebelde Houthi, em 2024.
O modelo tem capacidade para até 5.500 tripulantes e funciona como um verdadeiro “aeroporto flutuante”. Segundo a Marinha dos EUA, o navio é capaz de lançar até quatro aeronaves por minuto e abriga esquadrões de caças F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet, além de helicópteros. São, no total, 90 aeronaves.
O USS Abraham Lincoln ainda conta com lançadores de mísseis, metralhadoras e sistemas avançados de defesa. A propulsão é feita por duas usinas nucleares, que garantem energia suficiente para abastecer o equivalente a até 100 mil residências. O navio também carrega suprimentos para operar por até 90 dias sem reabastecimento.
As catapultas aceleram aeronaves de quase 40 toneladas a cerca de 290 km/h em menos de três segundos, enquanto quatro cabos de contenção permitem frear jatos que pousam a mais de 200 km/h em uma distância inferior a 120 metros.
No cotidiano, o USS Abraham Lincoln funciona como uma pequena cidade em alto-mar, com serviços como correio, biblioteca, barbearia e lojas para a tripulação.

Pressão por acordo nuclear
Segundo Trump, o objetivo central da mobilização é levar o Irã de volta à mesa de negociações. O presidente defende um acordo que limite o programa nuclear iraniano e impeça o desenvolvimento de uma arma atômica. Ele reiterou que está disposto a autorizar uma ação militar caso a negociação não vá para frente.
Em declarações mais recentes, Trump afirmou que o grupo de ataque liderado pelo USS Abraham Lincoln está pronto para agir “com velocidade e violência, se necessário”.
Do outro lado, autoridades iranianas sinalizaram que estão abertas ao diálogo, mas rejeitaram qualquer negociação sob pressão militar. O chanceler Abbas Araghchi negou que existam conversas em andamento com Washington e afirmou que o país não aceitará acordos impostos por intimidação.
O Irã também deixou claro que, em caso de ataque, responderá à altura.









