SpaceX impediu a Rússia de acessar serviços da Starlink

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A SpaceX afirmou que as medidas adotadas para bloquear o uso não autorizado dos serviços de internet via satélite Starlink por forças russas começaram a surtir efeito. A declaração foi feita neste domingo (1) pelo CEO de ambas empresas, Elon Musk, em meio a preocupações levantadas pela Ucrânia sobre o uso da tecnologia em ataques russos com drones.

As Forças Armadas ucranianas dependem de dezenas de milhares de conexões da Starlink para garantir comunicações no campo de batalha e para operar missões com drones. No entanto, segundo a agência Reuters, autoridades de Kiev relataram a identificação de terminais da empresa instalados em drones de longo alcance utilizados pela Rússia, o que acendeu um alerta sobre possíveis falhas no controle do sistema.

Segundo Musk, as ações implementadas pela SpaceX para impedir esse tipo de uso indevido tiveram resultado.

Em paralelo, o governo ucraniano afirma estar avançando em soluções adicionais. Em comunicado, o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, disse que o país trabalha em conjunto com a SpaceX para criar um mecanismo que restrinja o funcionamento da Starlink apenas a terminais devidamente autorizados dentro do território ucraniano.

A SpaceX não fornece o serviço de internet da Starlink à Rússia.

Em uma postagem feita em fevereiro de 2024, a empresa afirmou que não vende nem envia equipamentos ao país e que não mantém qualquer tipo de relação comercial com o governo russo ou suas forças armadas.

A Starlink passou a operar na Ucrânia em 2022, após um pedido de ajuda feito por Kiev nos primeiros dias da invasão russa em larga escala. Desde então, o sistema se tornou uma peça central da infraestrutura de comunicação ucraniana durante o conflito, especialmente em áreas afetadas por ataques à rede tradicional.

Olhar Digital

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